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Vida amorosa, por Jean Menezes de Aguiar

Por Ricardo Antunes
21/09/2019 - 15:45
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Do Observatório Geral

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O que se compreende por vida amorosa? Qual é o saldo dessa vida amorosa na vida de cada um? Quem se apaixona perdidamente na idade adulta é um ‘sonhador’ ou um ‘irresponsável’? A maturidade e o sucesso profissional, a empresa e o dinheiro são contrários às figuras do apaixonado e do sonhador?

Esses questionamentos não são novos. Mas o manejo continua a incomodar a muitos. Muita gente continua sem saber lidar muito bem com o amor.

Pensadores modernos têm apontado o problema. O sociólogo Zygmunt Bauman, Vida líquida, p. 11, fala da vida em sociedade, em ‘ligações frouxas e compromissos revogáveis’. Nunca se viveu tanto a fragilidade e as relações quebradiças.

Esse modelo de vida não cria história pessoal, impedindo o passado. Não cria atualidade palpável no sentido de uma experimentação minimamente vivível, mas somente testável, impedindo o presente. Também não cria memória, o tempero tão necessário na velhice, ou seja, proibindo o futuro.

O filósofo Roland Barthes (citado em Café philo, p. 38) observa, comparando o amor e o sexo, que ‘o amor seria antes uma doença, uma fraqueza, uma fragilidade e uma ferida.’ Estipulou-se que sexo é saúde e ‘tem’ que ser normal.

Marx teorizou que a alienação humana exige uma solução prática, mas isto não quer dizer que a falta de um companheiro estável e ideal autorize se sair por aí em loucuras sexuais diárias.

Com o sexo imposto como vida saudável, crianças passaram a ter aula de sexo, chamada orientação sexual, treinando por camisinhas em bananas. Mas não têm aula de amor, delicadeza, tolerância e fraternidade. Que educação patética é esta?

Vida amorosa é aquela em que alguém com 30 anos de idade, por exemplo, faz um balanço de o que viveu. Ou alguém com 40, 60 ou quanto quiser. Pode se parafrasear Pablo Neruda no ‘Confesso que vivi’, num confesso que amei. Ainda que para consumo interno, para o próprio agente. Mas também se estende a um confesso que estou amando, ou confesso que amo ou sou amoroso.

Talvez só quem valore o amor como uma das coisas mais importantes da vida olhe para trás e consiga fazer este balanço de vida de forma positiva. Considerando o amor como um ponto fora da curva. Ou melhor, considerando toda a curva da vida amor. E tudo que diga respeito a ele ser a própria curva.

O amor não é algo apenas experimentável positivamente. Sofrer de amor, pela falta de alguém, é uma forma de amor, pois nela há dedicação ao amor. Não negar o amor é amor. Amor pela busca, pela ausência, pelo término são formas de amor também. Quando não se quer proibir o amor ou seu episódico sofrimento, há aí vida amorosa.

Há pessoas que projetam suas vidas para não ficarem reféns do amor. Aqui pode se concluir alguns tipos de pessoas, basicamente três, num resumo curtíssimo. As racionais, as sonhadoras e as mistas.

Racionais seriam as que temem ou optam por viver menos o amor, ou até não viver nada dele. Só querem ‘alegrias’ de noitadas, pegação e festa. Ou vivem para o dinheiro, para a empresa, para o trabalho, para o capitalismo etc.

Sonhadoras seriam as que dão valor, de verdade, ao amor. Muitas daqui põem o amor na frente de qualquer coisa. Outras não conseguem equilibrar nada quando ele aparece.

Por fim, as mistas, equilibram muito bem sua ocorrência. Não há melhores ou piores. São particularidades.

Talvez um mulher ‘comum’ sonhe com a figura masculina de um sonhador. A figura do príncipe encantado, totalmente válida, teria o perfil mais próximo do sonhador no sentido de tratar e cuidar dela muito bem por toda a vida.

O pensamento romântico, vulgarmente considerado, talvez contenha todos os requisitos para se demonstrar como pode ser uma vida amorosa. O romântico não tem vergonhas, pudores de mimar e brincar com sua amada em público. Fica claro que o machismo ainda vitima muitas relações retirando uma igualdade no trato que seria de todo desejoso.

No pensamento romântico, vivido a dois, podem estar, clara e visivelmente, nacos de felicidade, namoro e brincadeiras. Encantos e magias próprios de seres apaixonados. Há quem não abra mão disso para a própria vida.

De toda sorte, a vida amorosa parece ser uma dedicação natural e espontânea de alguns que buscam incansavelmente, teorizam e valoram o amor, em toda a sua complexidade de densidade. Não estão, estes, impedidos de farra, festa e sexo a qualquer hora. Mas são aqueles homens, por exemplo, que se deixar querem conversar amorosamente com a prostituta.

Se o capital financeiro e bens materiais são um tipo de patrimônio a se concluir no balanço final de uma vida quando se olha para trás, reconhecendo-se vitória, uma vida amorosa é outro tipo de patrimônio. Ainda que uma coisa não exclua a outra, certamente haverá quem quererá olhar para trás e ver uma fortuna imaterial fabricada pelo namoro, pelo romantismo, pelo amor.

Bauman (O mal estar da pós-modernidade, p. 61) tratando da tirania do ‘economicamente correto’ alerta para o fato de que tudo que economicamente tem sentido desvincula-se dos outros sentidos. Daí, o que dizer do sonho, do romantismo e do amor?

O preconceito com a vida amorosa, ligando-a à fragilidade pessoal é das piores mazelas da sociedade atual. Acaba de sair o Iphone 6, e as pessoas continuam solitárias.

observatóriogeral.com

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Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

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