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Moraes Moreira mudou a música pop brasileira unindo ritmos nacionais e contracultura

Ele mudou o pop brasileiro com os Novos Baianos, foi pioneiro ao cantar em um trio elétrico e fez de suas composições pontes entre os ritmos brasileiros e a força do rock nos anos 70; relembre.

Por Ricardo Antunes
13/04/2020 - 14:08
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G1 – Moraes Moreira mudou o pop brasileiro com suas composições, voz e violão, seja com os Novos Baianos ou em carreira solo. Sua música foi profundamente brasileira e também antenada com o rock de sua juventude.

O músico morreu devido a um infarto agudo no miocárdio na manhã desta segunda-feira (13).

Antonio Carlos Moreira Pires nasceu em Ituaçu, no interior da Bahia, em 8 de julho de 1947. Começou a tocar sanfona em festas locais e celebrações de São João ainda na adolescência.
Em 1963, aos 16 anos, foi estudar em Caculé, cidade um pouco maior perto de Ituaçu, onde aprendeu a tocar violão.

Aos 19, ele foi para Salvador, onde começou a estudar no Seminário de Música da Universidade Federal da Bahia. Lá, ele conheceu seus futuros companheiros dos Novos Baianos, Luiz Galvão e Paulinho Boca de Cantor, além de Tom Zé.

Em 1968, eles criaram o espetáculo que deu origem aos Novos Baianos, Desembarque dos Bichos depois do Dilúvio Universal.

 

Moraes Moreira canta Novos Baianos em São Paulo em 2016 — Foto: Marcelo Brandt / G1
Moraes Moreira canta Novos Baianos em São Paulo em 2016 — Foto: Marcelo Brandt / G1

O grupo já tinha também a participação de Baby do Brasil (Baby Consuelo, na época) na voz e o guitarrista Pepeu Gomes quando foi participar do prestigiado Festival da Música Popular Brasileira em 1969, com a música “De Vera”, de Moreira e Galvão.

No ano seguinte, o grupo lançou seu disco de estreia, “Ferro na boneca”. Mas a grande obra deles viria após uma visita de João Gilberto à casa em que eles moravam juntos, já no Rio de Janeiro.

Em 1972 que eles lançaram um dos álbuns mais importantes da música brasileira, “Acabou chorare”, que consagrou os Novos Baianos e influencia inúmeras bandas e cantores brasileiros até hoje.

“Acabou chorare” juntava samba, rock, bossa nova, frevo, choro e baião e sintetizava a explosão criativa do desbunde do final dos anos 60 e início dos 70 no mundo com a riqueza da música popular brasileira.

Com a regravação de “Brasil pandeiro”, de Assis Valente, além de “Preta pretinha”, “Mistério do planeta”, “A menina dança”, “Besta é tu” e a faixa título, todas de coautoria de Moraes Moreira, o álbum de 1972 é reconhecido como um dos melhores – senão o melhor – trabalho do pop brasileiro.

Foi um passo adiante do tropicalismo de Caetano, Gil e Tom Zé – no abraço ao rock e à psicodelia hippie, na fusão de ritmos brasileiros, na recusa a seguir padrões no período mais duro da ditadura militar.

O grupo foi morar em um sítio em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, onde seguiam a cultura hippie dos EUA e da Europa em plena ditadura militar brasileira. Lançaram ainda três discos, cujo sucesso não tão grande começou a gerar desentendimentos.

 

Carreira solo e voz no trio

O grupo ainda deu a partida para carreiras solo de sucesso de seus membros. Em 1975, Moraes Moreira decide sair dos Novos Baianos. Ele começou uma parceria com o guitarrista Armandinho.

Em 1976, ele se tornou o primeiro cantor de trio elétrico, ao subir no trio de Dodô e Osmar, e cantou a música “Pombo correio”, sucesso na época. Os trios já existiam, mas sem o acompanhamento de cantores.

Em 1979, ele lançou o disco “Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira”, que incluía a musica “Santa fé”, trilha de abertura da novela “Roque santeiro”. A novela tinha sido censurada em 1975 pela ditadura militar, e seria exibida só dez anos depois.

Sua presença no trio e seus trabalhos solo foram muito influentes na futura formação da chamada “axé music” em Salvador. Ele também se aproximou muito da música pernambucana ao longo da carreira.

 

Moraes Moreira interpreta o Visconde de Sabugosa no especial 'Pirlimpimpim', exibido originalmente pela Globo em 1982 — Foto: Acervo TV Globo
Moraes Moreira interpreta o Visconde de Sabugosa no especial ‘Pirlimpimpim’, exibido originalmente pela Globo em 1982 — Foto: Acervo TV Globo

Ele seguiu lançando álbuns solo com sucesso nos anos 80, mas já fora do auge criativo dos anos 1970.

Em 1996, Moraes reuniu os Novos Baianos, e foi lançado o álbum ao vivo “Infinito Circular”, além de contar a história do grupo em formato de cordel.

Em 2012, ele viajou pelo Brasil em uma turnê com seu filho, o músico Davi Moraes, e comemorou os 40 anos de “Acabou chorare”.

Nos últimos anos, Moraes Moreira se envolveu em shows de reunião dos Novos Baianos e a continuação de seus trabalhos solo.

Pepeu Gomes e Moraes Moreira nas gravações da novela 'Tieta' (1989), da TV Globo — Foto: Acervo TV Globo
Pepeu Gomes e Moraes Moreira nas gravações da novela ‘Tieta’ (1989), da TV Globo — Foto: Acervo TV Globo

No dia 17 de março, ele escreveu seu último post no Instagram, com um cordel sobre a quarentena.

Leia abaixo:

“Oi pessoal estou aqui na Gávea entre minha casa e escritório que ficam próximos, cumprindo minha quarentena, tocando e escrevendo sem parar. Este Cordel nasceu na madrugada do dia 17, envio para apreciação de vocês .Boa sorte”

Quarentena (Moraes Moreira)
Eu temo o coronavirus
E zelo por minha vida
Mas tenho medo de tiros
Também de bala perdida,
A nossa fé é vacina
O professor que me ensina
Será minha própria lida
Assombra-me a pandemia
Que agora domina o mundo
Mas tenho uma garantia
Não sou nenhum vagabundo,
Porque todo cidadão
Merece mas atenção
O sentimento é profundo
Eu não queria essa praga
Que não é mais do Egito
Não quero que ela traga
O mal que sempre eu evito,
Os males não são eternos
Pois os recursos modernos
Estão aí, acredito
De quem será esse lucro
Ou mesmo a teoria?
Detesto falar de estrupo
Eu gosto é de poesia,
Mas creio na consciência
E digo não a todo dia
Eu tenho medo do excesso
Que seja em qualquer sentido
Mas também do retrocesso
Que por aí escondido,
As vezes é o que notamos
Passar o que já passamos
Jamais será esquecido
Até aceito a polícia
Mas quando muda de letra
E se transforma em milícia
Odeio essa mutreta,
Pra combater o que alarma
Só tenho mesmo uma arma
Que é a minha caneta
Com tanta coisa inda cismo….
Estão na ordem do dia
Eu digo não ao machismo
Também a misoginia,
Tem outros que eu não aceito
É o tal do preconceito
E as sombras da hipocrisia
As coisas já forem postas
Mas prevalecem os relés
Queremos sim ter respostas
Sobre as nossas Marielles,
Em meio a um mundo efêmero
Não é só questão de gênero
Nem de homens ou mulheres
O que vale é o ser humano
E sua dignidade
Vivemos num mundo insano
Queremos mais liberdade,
Pra que tudo isso mude
Certeza, ninguém se ilude
Não tem tempo,nem.idade”

Da esquerda para direita: Moraes Moreira, Bolacha e Paulo Roberto Figueiredo de Oliveira, o Paulinho Boca de Cantor, integrantes dos Novos Baianos, em um casarão abandonado em setembro de 1973, no km 28 da Rodovia Anhanguera, onde o grupo permaneceu instalado durante apresentações e gravação de disco na cidade de São Paulo — Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo
Da esquerda para direita: Moraes Moreira, Bolacha e Paulo Roberto Figueiredo de Oliveira, o Paulinho Boca de Cantor, integrantes dos Novos Baianos, em um casarão abandonado em setembro de 1973, no km 28 da Rodovia Anhanguera, onde o grupo permaneceu instalado durante apresentações e gravação de disco na cidade de São Paulo — Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo

 

Tags: FalecimentoMúsica
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Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

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