Por Ricardo Antunes – As polêmicas geradas nos últimos dias a partir das declarações do ex-prefeito de Petrolina e pretendente ao Senado, Miguel Coelho (União Brasil), têm se acentuado nos bastidores políticos. Fontes ligadas ao PT deixam claro que o senador Humberto Costa não aceita disputar a reeleição compondo chapa com Miguel.
Entre os petistas, a trajetória da família Coelho é vista com forte desconfiança. No campo da esquerda, sobretudo dentro do PT, predomina a avaliação de que se trata de uma atuação historicamente marcada pelo oportunismo político.
As fontes lembram que o grupo já apoiou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), depois se aproximou de Lula (PT). O pai dele, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, foi ministro no governo Dilma Rousseff (PT), indicado pelo PSB, mas acabou participando do movimento que levou à sua cassação, com a nomeação de seu filho, o deputado federal Fernando Filho (União Brasil), como ministro no governo Michel Temer (MDB).
O quadro se agravou posteriormente, quando a família se tornou aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). FBC foi líder do governo em 2019, e após três anos o grupo rompeu com a direita. Agora, tenta novamente encontrar conforto político ao buscar uma reaproximação com o campo da esquerda, espaço no qual, segundo os petistas, nunca militou de fato, sequer teve identidade e agora não será aceita.
Ainda de acordo com essas fontes, há uma reação firme do presidente Lula e de toda a cúpula petista em Brasília para que qualquer composição desse tipo seja descartada. Diante desse cenário, a situação de Miguel Coelho volta ao ponto em que sempre esteve: na estaca zero.









