Da Redação do Blog – A Moura Dubeux (MDNE3) esclareceu ao mercado, nesta quinta-feira (5), os detalhes sobre a polêmica envolvendo a venda de ações por seu diretor-presidente, Diego Villar, durante um período de restrição.
Segundo a companhia, a operação — que agora é alvo de análise pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) — foi motivada por um equívoco técnico da própria empresa.
O caso envolve a venda de 15 mil ações que o executivo havia recebido como parte do programa de Incentivo de Longo Prazo (ILP). A negociação ocorreu dentro da janela de 15 dias que antecede a divulgação dos resultados trimestrais, período em que a legislação e as normas de governança proíbem a negociação de papéis por administradores (o chamado “período de silêncio” ou vedação).
A Moura Dubeux admitiu que o CEO agiu com base em uma contagem de prazo incorreta fornecida internamente pela companhia.
Reação e processo na CVM
O episódio ganhou visibilidade após o jornal O Globo noticiar que Villar teria se tornado alvo de um processo sancionador na CVM — modalidade em que já existe uma acusação formalizada e que caminha para julgamento.
A Moura Dubeux, contudo, ponderou os seguintes pontos:
Falta de Notificação: Até o momento, a empresa afirma não ter sido formalmente notificada pela CVM sobre a abertura do processo.
Verificação Independente: Após as notícias na imprensa, a companhia realizou uma busca nos sistemas públicos do regulador para confirmar do que se tratava o caso.
Esclarecimentos: Tanto a incorporadora quanto Diego Villar já enviaram explicações iniciais à autarquia, justificando o erro de comunicação interna.
A companhia reiterou que aguarda a comunicação oficial para adotar as medidas cabíveis. O mercado agora observa como a CVM avaliará a justificativa de “erro administrativo”, uma vez que as regras de negociação em períodos de vedação são rígidas para garantir a equidade de informações no mercado de capitais.












