Da Redação do blog – A mudança no modelo de gestão da merenda escolar na rede estadual de Pernambuco começa a gerar fortes críticas dentro das escolas. Desde o início do ano letivo, o Governo do Estado vem cancelando gradativamente contratos com empresas terceirizadas — principalmente no interior — para assumir diretamente a operação da alimentação escolar. O problema é que a transição tem sido marcada por falhas de abastecimento e por um cardápio cada vez mais pobre em diversas unidades.
Profissionais da rede e estudantes relatam que itens básicos da alimentação escolar já começam a faltar. Em algumas escolas, segundo relatos, falta até cuscuz — alimento tradicional e presença comum nas refeições servidas aos alunos. A dificuldade para organizar rapidamente a logística de compras, armazenamento e distribuição de alimentos estaria provocando atrasos e desorganização no abastecimento das unidades.
Outro item bastante comum no cardápio das escolas, o frango, também vem enfrentando problemas de fornecimento em algumas regiões. Sem regularidade na entrega dos insumos, cozinhas escolares acabam recorrendo a soluções improvisadas, com refeições cada vez mais simples e repetitivas.

Em redes sociais, alunos de uma escola estadual de Vitória de Santo Antão chegaram a denunciar a repetição quase diária de carne moída no cardápio. Segundo os relatos, a proteína tem sido servida de forma recorrente, sem outras opções, o que tem gerado reclamações entre os estudantes. “Ou come, ou fica com fome”, diz uma das mensagens divulgadas por alunos.
Enquanto o governo segue implantando o novo modelo de gestão da merenda, cresce a preocupação entre profissionais da rede sobre a capacidade do Estado de garantir regularidade e qualidade na alimentação escolar. Em muitas comunidades, a merenda representa uma refeição essencial do dia para milhares de estudantes — e qualquer falha no abastecimento acaba sendo sentida diretamente no prato dos alunos.












