Por Andre Beltrão – Buscando se equilibrar entre os palanques de João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) e temendo um desgaste “avassalador” na reta final da campanha, o que já se comenta é que Miguel e seu grupo podem acabar se tornando apenas eleitores de um dos pretendentes ao Palácio, sem nenhum espaço em qualquer chapa majoritária.
Nesse cenário, ele teria de disputar, no máximo, uma vaga de deputado federal, junto com o irmão, Fernando Filho, para manter sua atividade política. O sonho de ser candidato ao senado fica mesmo adiado jà que nem João Campos nem Raquel Lyra vão arricar colocar um nome na chapa que pode ser alvo de nova operação da PF, a qualquer momento.
O agravante é que será um general sem sua tropa completa, já que muitos de seus aliados já se definiram politicamente. O prefeito de Araripina, Evilásio Mateus — cuja eleição contou com a participação direta da família Bezerra Coelho — já declarou: “Se Miguel
for com Raquel, eu fico com João.”
A Operação Vassalos praticamente dizimou qualquer chance do ex-prefeito de Petrolina que aparecia bem nas pesquisas de intenção de voto. As acusações da Polícia Federal e do ministro Flavio Dino de participar de uma “organização criminosa” que desviou mais de R$ 300 milhões em emendas e a foto de mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo escondido no carro do seu primo, sepultaram qualquer chance do rapaz e reduziram seu estilo arrogante a pó.












