Por Ricardo Antunes – O grande perdedor das recentes movimentações do fechamento da chapa de João Campos (PSB) foi, sem dúvida, o líder do PP, Eduardo da Fonte. Ganharam Marilia Arraes, que protagonizou uma virada improvável e a vice, Priscila Krause.
De confirmadíssimo na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), a uma complicada travessia para o grupo do prefeito, Dudu fez uma manobra arriscada e terminou ficando sem as duas coisas de uma vez só: nem conquistou a vaga sonhada e ainda por cima perdeu todos os cargos no governo.
Vai ser compensado na administração da Prefeitura do Recife? Pouco provável.
Dudu tinha mais de 150 cargos no governo estadual, fora mais de 12 diretorias no Lafepe, Ceasa e Porto do Recife. E ainda falta a vassourada no Detran-PE, que mais cedo ou mais tarde vai acontecer.

Priscilla Krause (PSD, por sua vez, garante seu espaço na chapa majoritária da governadora. Embora tenha trabalhado com a possibilidade de “rifar” o nome de sua atual vice em uma eventual composição política, Raquel tem muito apreço por ela, tanto pela afinidade política como também pela lealdade demonstrada nesses 3 anos e meio de gestão.
Caso consiga a reeleição, Priscilla Krause vai ser governadora, em 2030, quando Raquel deixaria o mandato para disputar uma vaga no senado, teria oito meses para construir sua candidatura à sucessão no comando da administração estadual.
Outra vitoriosa foi a ex-deputada federal, Marilia Arraes. Mesmo sem prefeitos, sem partido, sem tempo de TV e sem dinheiro, conseguiu se impor ao desejo de João Campos que a queria bem longe, fora da chapa, para não ter que ser chamado de novo chefe do “Clã Campos/Arraes”.
Marilia bateu o pé, disse que seria candidata de todo jeito e conseguiu abrigo no PDT, de Carlos Lupi, um partido nanico em Pernambuco.
É isso.












