De O Globo – Pesquisa Meio Ideia revela empate técnico no 2º turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com 45,8% e 45,5% das intenções de voto, respectivamente. Em cenários alternativos, Lula supera Caiado e Zema. No 1º turno, Lula lidera com 40,4%, seguido por Bolsonaro com 37%. A pesquisa, com margem de erro de 2,5 p.p., ouviu 1.500 pessoas de 3 a 7 de abril e registra alta volatilidade entre eleitores da direita.
Uma pesquisa Meio Ideia divulgada nesta quarta-feira, a primeira a ser divulgada após o período da desincompatibilização, aponta um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) num eventual segundo turno da disputa pelo Planalto em outubro. O levantamento mostra que, nesse confronto direto, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem 45,8% das intenções de voto, contra 45,5% do petista. A diferença entre eles está dentro da margem de erro da sondagem, de 2,5 pontos percentuais. Brancos, nulos e indecisos são 8,7%.
Em outros cenários de segundo turns, Lula supera os adversários: tem 45% contra 39% de Ronaldo Caiado, lançado como uma possível terceira via, alternativa à polarização, pelo PSD. O petista aparece com 44,7% ante 38,7% de Romeu Zema (Novo), que tem confirmado a intenção de encabeçar uma chapa à Presidência embora seja um dos cotados para vice de Flávio. Já contra Renan Santos (Missão), Lula marca 45% a 26,4% e contra Aldo Rebelo (DC), 46% a 22,6%.
Na simulação estimulada de primeiro turno, em que o entrevistador apresenta opções de nomes para o entrevistado, Lula também surge na dianteira, com 40,4%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 37%. Caiado vem na sequência, com 6,5%, enquanto Renan Santos e Romeu Zema empatam com 3%, cada. Aldo Rebelo tem 0,6%. Brancos e nulos somam 1%; os indecisos, 8,5%.
Já na pergunta espontânea, em que o entrevistado é incentivado a citar sua intenção de voto sem que qualquer nome lhe seja apresentado, Lula marca 32,6% das intenções de voto e Flávio, 19,4%. Inelegível e preso pela participação na trama golpista, Jair Bolsonaro soma 6% das citações. Zema é mencionado por 4,1% e Caiado, 2,6%. Outros 25,3% não sabem ou não apontam ninguém como voto.

‘Voto volátil’ cresce, sobretudo na direita
O levantamento também aponta que 51,4% dos eleitores brasileiros afirmam que ainda podem mudar o voto até outubro. Em janeiro, esse número do “voto volátil” era de apenas 35,5%, com 64,5% dizendo estar decididos. Agora em abril, aqueles que apontaram estar certos do voto somaram 48,6%.
Segundo a pesquisa Meio Ideia, a maior chance de mudança está entre os eleitores da direita. Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 26,6% admitem a possibilidade de trocar de candidato. Entre os de Flávio, eles são 60,4% e, entre os de Caiado, 69,4%.
Ainda de acordo com o levantamento, 46,4% classificam a gestão de Lula como ruim ou péssima, e 32,2% como ótima ou boa. Enquanto isso, 19% avaliam o governo como regular. Na área de segurança pública, a avaliação ruim ou péssima é de 53,9% ante 18,9% de ótimo ou bom.
A sondagem aponta que, para 74,7%, custo de vida e endividamento são pontos muito importantes ou importantes na hora de decidir o voto. Sete em cada dez entrevistados (70,4%) afirmaram que o custo de vida foi maior no último ano.
Mais da metade dos entrevistados (51,5%) disseram que Lula “não” merece continuar no cargo de presidente, contra 45% que responderam “sim”.
Para 41%, não deve haver qualquer anistia para os condenados na trama golpista. De outro lado, 32% defendem anistia ampla e 21% a apoiam apenas para manifestantes, sem os líderes do esquema.
A maioria dos entrevistados (52%) considera que as eleições devem ser decididas apenas por brasileiros. Já 28% afirmaram ser legítimo buscar apoio estrangeiro para garantir o pleito justo. Outros 18% disseram que “depende”, que ainda precisam se informar sobre o assunto.
A pesquisa Meio Ideia ouviu 1.500 pessoas em todo o Brasil de 3 a 7 de abril, por meio de entrevistas telefônicas. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro, de 2,5 pontos percentuais. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como BR-00605/2026.












