Por Ricardo Antunes – A pesquisa Datafolha também ouviu os eleitores sobre em quem irão votar para o Senado da República. Marília Arraes (PDT), com 42%, e Humberto Costa (PT), com 32%, continuam na liderança. O levantamento, entretanto, traz um dado interessante que tem passado despercebido e deveria ser observado pelos analistas.
O ex-ministro e ex-senador Armando Monteiro Neto continua pontuando bem nas pesquisas, mesmo ausente da mídia há anos e sem nunca ter declarado que é candidato à Câmara Alta. Ele tem 13% e empata tecnicamente com Anderson Ferreira (14%), Miguel Coelho (16%) e Dudu da Fonte, que aparece com 17% das intenções de voto. Alçado a pré-candidato na chapa de Raquel Lyra, Túlio Gadêlha tem 12%.
No Palácio, começa a ganhar força a tese de que Armando seria um reforço importante para fechar a chapa, tanto pelo que agrega em termos políticos quanto por sua postura ao longo da vida pública, sem qualquer mancha — algo cada vez mais raro no meio político.
A equação em torno da pré-candidatura de Miguel Coelho continua sem definição. Ele quer disputar, mas a governadora deu margem para não perder o novo aliado, sem, no entanto, fechar acordo em torno de seu nome. “Miguel é um ator político importante, mas não temos nenhuma pressa nessa definição”, disse um assessor da governadora.
O mesmo interlocutor evitou comentar, mas pesa, sim, o fato de Miguel — e toda a sua família — ter sido alvo da Operação Vassalos, da Polícia Federal, autorizada pelo ministro Flávio Dino (ex-PSB), e que teria tido influência do ex-prefeito João Campos.









