Por Ricardo Antunes – Um dos alvos da Operação Draft, Rodrigo Antonio Martorelli Silva de Almeida chegou a ser cotado para assumir a administração de Fernando de Noronha, feudo do Avante, partido do deputado Waldemar Oliveira.
Em março de 2025, o nome de Martorelli foi indicado pela sigla para comandar o arquipélago, em uma articulação política que marcaria a entrada de um empresário na gestão da ilha, mas ele acabou sendo preterido pelo filho do deputado, o advogado Virgílio Oliveira, que tem promovido uma série de shows milionários por lá.
Ele atua no mercado imobiliário e de artes e, até fevereiro, era assessor do gabinete de Waldemar.
Agora, o cenário é outro. Martorelli virou alvo da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), no âmbito da Operação Draft, que investiga um esquema de rachadinha com possível desvio de recursos públicos. De acordo com a Polícia Civil, ele é apontado como possível intermediário na articulação e circulação de valores dentro do grupo investigado.
Na manhã desta terça-feira (15), agentes cumpriram mandado de busca e apreensão em seu apartamento, localizado na Avenida Boa Viagem, no Recife. Durante a ação, foi apreendido um celular que deve passar por perícia.
As investigações apontam que o esquema pode ter causado prejuízo de pelo menos R$ 2,7 milhões aos cofres públicos, podendo ultrapassar os R$ 6 milhões.









