Por André Beltrão — O Ministério Público de Pernambuco apresentou as alegações finais no caso do delegado Luiz Alberto Braga de Queiroz, acusado de atirar no ambulante Emmanuel Apory em Fernando de Noronha.
No documento, o promotor Fernando Cavalcanti Mattos afirma que o crime foi premeditado e motivado por ciúmes. Segundo o MP, o delegado teria armado uma situação para confrontar a vítima durante um evento no Forte dos Remédios, em maio de 2025.
A acusação sustenta que o policial agiu de forma calculada, aproveitando o momento em que Emmanuel estava sozinho e desarmado. O disparo atingiu a vítima, que teve a perna amputada.
Ainda de acordo com o Ministério Público, não houve legítima defesa. Pelo contrário: o órgão aponta que o delegado criou a situação de confronto e assumiu o risco de causar um resultado grave, podendo ser lesão ou até morte.
Outro ponto destacado é a fuga após o crime. O MP afirma que o delegado deixou o local sem prestar socorro, mesmo tendo condições de ajudar, o que também configura crime.
Além disso, o promotor também menciona, de forma direta, o histórico de violência envolvendo o delegado fora do ambiente profissional. No documento, ele afirma: “Bastante para provar isso estão os autos do Processo 0063472-98.2024.8.17.2001, que tramita na 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Capital, cujas medidas protetivas em favor da requerente, sua ex-mulher, incluem a de suspensão de uso de arma de fogo.” Para o Ministério Público, esse ponto reforça a tese de comportamento impulsivo e violento atribuído ao delegado.
Diante das provas, o Ministério Público pediu que o réu seja pronunciado e levado a júri popular, onde será julgado por tentativa de homicídio qualificado e omissão de socorro.
O caso teve grande repercussão na ilha e segue sendo acompanhado de perto pela população.
Veja o documento:










