Por Ricardo Antunes – Quarto mais votado na eleição para governador em 2022, Danilo Cabral (PSB) estava cotado para disputar o quarto mandato de deputado federal. O cenário, no entanto, se mostrou difícil, e a saída acabou sendo um prêmio de consolação: a indicação para um cargo de secretário-executivo no governo Lula (PT).
Há cerca de um mês, o também ex-deputado Tadeu Alencar assumiu o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, ficando impedido de disputar as eleições. Apenas 18 dias depois, após uma lambança do PSB, ele deixou a pasta, pois não contava com o aval do presidente nacional da sigla, João Campos — irmão de sua nora, Eduarda Campos.
Na ocasião, aliados de João afirmaram que Tadeu, segundo suplente de deputado federal, voltaria à Câmara, o que sequer ocorreu. O plano — estilo Cebolinha ou Wile E. Coyote, do Papa-Léguas — era que dois deputados federais se licenciassem, mesmo disputando a reeleição. Nada feito, e Tadeu segue em banho-maria.
Agora é Danilo quem deve ser sacrificado. Com quatro deputados federais em busca da reeleição e sem dispor da poderosa Casa Civil de Pernambuco para operar as bases e prefeituras, o PSB dá sinais de que pode naufragar na corrida proporcional de outubro.
A sigla dependerá do sucesso de João Campos na majoritária para herdar votos de legenda, mas a diferença do socialista para a governadora Raquel Lyra (PSD) vem diminuindo nas pesquisas de intenção de voto, o que acende o alerta de que a disputa não será fácil nem mesmo para os aliados do ex-prefeito do Recife.











