Do Metrópoles – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, convocou, para esta terça-feira (19/5), reuniões com parlamentares do partido no Congresso Nacional.
Trata-se do primeiro encontro com os congressistas após o vazamento de mensagens e áudio do filho 01 de Jair Bolsonaro (PL) cobrando dinheiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar a cinebiografia do ex-presidente.
A reunião está marcada para as 11h, a portas fechadas, com a bancada do partido na Câmara dos Deputados. O objetivo é ouvir as justificativas do filho do ex-chefe do Executivo sobre o caso e traçar estratégias para contornar a crise na pré-campanha.
Na parte da tarde, Flávio também se reunirá em um almoço com o bloco de oposição no Senado Vanguarda, formado por integrantes do PL e do Partido Novo.
No Senado, o clima é de ceticismo sobre o futuro da campanha de Flávio Bolsonaro. As notícias sobre a relação com Daniel Vorcaro tomaram até os integrantes do alto escalão da campanha bolsonarista de surpresa e causaram desânimo na oposição.
A sensação, nos bastidores, é que a série de ações de Flávio Bolsonaro, deixando aliados no escuro, seria uma forma de “traição” dentro da direita.
De toda forma, publicamente, nomes da direita bolsonarista saíram em defesa de Flávio desde a semana passada, como os deputados Sóstenes Cavalcante e Nikolas Ferreira (ambos do PL). No Senado, uma das figuras que defenderam o pré-candidato foi Sergio Moro.
A oposição também chegou a divulgar nota rechaçando as suspeitas e defendendo a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master.
A ideia, com as reuniões, é ouvir do próprio Flávio as justificativas e buscar alternativas para contornar a crise.
Dinheiro
Na quarta-feira passada (13/5), o site The Intercept Brasil revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar o filme Dark Horse, que trata da trajetória de Jair Bolsonaro. A negociação teve participação direta de Flávio Bolsonaro.
Mensagens e áudios mostram que o parlamentar pressionava o empresário para que os pagamentos fossem feitos. Segundo a investigação, o dono do Master pagou R$ 61 milhões para a produção da cinebiografia entre fevereiro e maio do ano passado.
O montante foi enviado a um fundo dos Estados Unidos que pertence a um aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

![Victor Marques, Magno Martins. João Campos e Carlos Costa
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