Por André Beltrão – O vereador Flávio do Cartório (PSD), ex-presidente da Câmara Municipal de Ipojuca, retornou oficialmente ao mandato parlamentar nesta terça-feira (19), após a Justiça não renovar a medida cautelar que determinava seu afastamento do cargo.
O retorno provocou forte repercussão política no município, diante das graves denúncias investigadas pela Operação Alvitre, da Polícia Civil e do Gaeco do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).
Em documento encaminhado à Câmara, a defesa solicitou a “posse e recondução formal ao cargo”, além do restabelecimento imediato de todas as prerrogativas parlamentares.
“Isso é um absurdo. É sambar na cara da população”, afirmou uma fonte ligada aos bastidores políticos de Ipojuca.

Flávio do Cartório foi preso em novembro de 2025 suspeito de integrar um esquema de “rachadinha” e desvios milionários de emendas parlamentares. Segundo as investigações, empresas e associações de fachada teriam sido utilizadas para desviar recursos públicos destinados por vereadores do município.
No momento da prisão, realizada em Boa Viagem, no Recife, a polícia encontrou mais de R$ 17 mil em espécie, além de anotações contendo nomes de servidores e valores que somariam cerca de R$ 345 mil, material apontado como possível controle mensal de um esquema de devolução de salários.
As investigações também atingiram instituições que receberam milhões em emendas parlamentares e apontaram suspeitas de contratos inflados, entidades sem capacidade técnica e pessoas ligadas ao núcleo político investigado.
Um dos episódios mais chocantes ligados ao caso ocorreu em outubro de 2025, quando Simone Marques da Silva foi assassinada horas após comparecer à Delegacia de Porto de Galinhas para prestar depoimento sobre o esquema investigado.
Veja o documento:








![Victor Marques, Magno Martins. João Campos e Carlos Costa
[esq. p/ dir.]](https://ricardoantunes.net/wp-content/uploads/2026/05/Copia-de-adg87sda78dga78dagsd-2-7-350x250.jpg)






