Por Vinicius Sales – Ivan Moraes (PSOL) confirmou, na noite deste sábado (15), que seguirá candidato ao governo de Pernambuco. Após dias de pressão pela retirada de seu nome da disputa, o ex-vereador anunciou a permanência durante evento na sede estadual do partido, no Recife, e fez críticas ao PSB e, indiretamente, ao prefeito João Campos.
“Se é para o bem do povo e a felicidade geral de Pernambuco, diga a todo mundo que eu fico”, afirmou Moraes ao encerrar o discurso.
O candidato disse que o PSB pressionou pela retirada de sua candidatura e classificou as movimentações dos últimos dias como um “ataque”.
“Todo mundo sabe a pressão que a gente sofreu pelo PSB pela retirada da minha candidatura”, disse.
Moraes atribuiu a permanência na disputa à autonomia do PSOL e à resistência da direção estadual. “O azar deles é que nós temos um partido autônomo, independente, em todas as suas instâncias”, afirmou. Segundo ele, sua candidatura obteve apoio unânime do diretório estadual e conseguiu reunir os diferentes grupos internos da legenda.
Sem citar João Campos nominalmente, Moraes fez referência ao prefeito do Recife ao criticar quem “diz que é soldado de Lula” e acusar interesses individuais de prejudicarem articulações políticas.
“A gente continua sem baixar a cabeça para quem acha que pode mandar na gente, para quem diz que é soldado de Lula”, declarou.
Na sequência, Moraes criticou o que chamou de “projeto individual de um herdeiro”, que, segundo ele, estaria sendo colocado acima da prioridade de eleger Lula.
“Entendendo que o projeto individual de um herdeiro era mais importante do que o projeto imprescindível que todos nós temos aqui, que é a nossa prioridade esse ano: eleger o presidente Lula e afastar de vez o fantasma da extrema direita do nosso país”, afirmou.










