Blog do Ricardo Antunes
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Blog do Ricardo Antunes
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Home Opinião

DEBATE: Michel Zaidan e o subdesenvolvlmento político que ele representa

Por Ricardo Antunes
21/09/2019 - 15:58
WhatsAppTweetarCompartilharEnviar por Email

Por João Maurício Adeodato

Um texto meu sobre o procedimento do recente impeachment, divulgado originalmente no Diario de Pernambuco e depois republicado pelo Jornal Folha de São Paulo e pelo blog CONJUR – Consultor Jurídico, foi multiplicado em inúmeros veículos virtuais e provocou as mais diversas reações, segundo tenho sido informado, por não ter habitualmente muito tempo para frequentar esses ambientes. Confirmando a dura sentença de Umberto Eco sobre as redes sociais, verifiquei a grande quantidade de tolices e o enorme despreparo nos comentários que meu artigo provocou, ainda que sua quase totalidade tenha sido extremamente elogiosa a minha argumentação.

Por isso li muito poucos e não comentei nenhum.

Agora, contudo, já passados vários dias, enviam-me um texto de um ex-colega da UFPE, Michel Zaidan, publicado em um blog local – Roberto Almeida – Um jornalista a serviço de Garanhuns e do Agreste – e parcialmente repetido no www.brasil247.com, o qual mereceu minha atenção. Por vários motivos, difíceis de rastear em tão pouco espaço. Vou mencionar alguns. Peço ao leitor que atente para as aspas, são palavras de Zaidan.

O primeiro motivo de estupefação é uma foto de Adolf Hitler no início do artigo, com a frase “que teríamos feito sem os juristas alemães?” (sem qualquer referência sobre quem disse e em que contexto isso foi dito). Ora, esta não é apenas uma imensa falta de respeito para com os alemães: banalizar jogos de palavras sobre o nazismo não é engraçadinho, partam ou não de judeus, o holocausto é uma chaga na alma, não dos alemães, mas de toda a humanidade, aí incluídos os judeus. É também uma ofensa aos “juristas alemães”, muitos dos quais sofreram sob o nazismo, inclusive o judeu Kelsen, o maior de todos, colocados no saco único da indigência intelectual do articulista. O segundo é o inexplicado título, que também vem em forma de pergunta: “O que há de comum entre a Uninassau e o estado de exceção?” Deduzi vagamente que o texto iria então unir a Uninassau e o nazismo. Estranho, pensei eu, diante das políticas inclusivas da instituição, mas vamos ver o que o texto tem a dizer. O terceiro ponto foi ver o meu nome na primeira linha, o que me levou, além do interesse inicial pelo pitoresco professor, a alguma perplexidade.

Antes permitam-me apontar alguns equívocos sobre informações básicas, os quais, pelo menos de início, explicam as baboseiras afirmadas em seguida. Diz lá pejorativamente que a Faculdade de Direito de Vitória, onde trabalho, com Graduação, Mestrado e Doutorado, dos melhores indicadores educacionais do país e uma Revista A-1 no Qualis da CAPES (o que pouquíssimas faculdades de direito federais podem ostentar, talvez nenhuma), seria uma “law school de práticas jurídicas”. Depois, o articulista vai criticar dois autores que nem consegue grafar direito, quais sejam Carl Schmitt e Niklas Luhmann, reduzidos a “Karl Schmidt e Nicos Luhmam”. Como se pode crer nos argumentos de alguém que critica pensadores cujos prenomes e nomes aparecem, todos os quatro, equivocadamente escritos? O mais razoável é pensar que o articulista só ouviu falar vagamente desses autores e jamais abriu alguma de suas inúmeras obras, o que é exatamente o caso. O terceiro indício de ignorância dos fatos é que a UniNassau, independentemente de qualquer juízo de valor sobre sua qualidade, iniciou suas atividades em 2003 e cresceu exclusivamente durante os governos do Partido dos Trabalhadores, ninho e túmulo da percepção política de Michel Zaidan.

Além de confusa e maldosamente imputar à UniNassau gestões para influir nas políticas do novo governo federal, acusa-me do grave deslize ético de trabalhar para a instituição, na qual sou professor desde sua fundação, ainda que como simples empregado, jamais tendo participado de sua política empresarial. Mais ainda, diz que foi a serviço dessa minha tarefa, segundo ele indigna, que escrevi o artigo mencionado acima, cujas teses não repetirei aqui.

O contexto é cristalino. Ao lado de um inexplicável ódio à UniNassau, que já revelou abertamente no passado, em jornais locais e processos a que responde na Justiça, faltam a Michel Zaidan isenção e conhecimento para se pronunciar sobre o impeachment. Sua psique é dominada pelo que chamo de patologia do traído: passou décadas professorando “verdades” e “fatos” sobre uma ideologia e um partido político, defendendo e tirando fotografias com pessoas que hoje são corruptos ou simplesmente “ladrões” na linguagem popular. Como admitir agora que o “cientista” se deixou enganar por tanto tempo como um tolo qualquer? Seria preciso muita coragem. O impeachment tem que ter sido um golpe porque Zaidan e seus companheiros não podem sobreviver sem essa ideia, “acham” que foi, porque eles “sabem” que não houve “crime de responsabilidade”, “não houve corrupção” etc. É a sua “justiça”, o seu “bem”, que ele não vende e ninguém quer comprar, pois parece desprezar o dinheiro que remunera o trabalho.

Fala dos sofistas, que desconhece, porque carrega uma verdade intolerante e ignorante. A “filosofia do direito” na qual a “verdade” de Zaidan acredita, embora nunca a tenha cultivado, não “ganha” com o meu trabalho, internacionalmente reconhecido há décadas, mas sim o “dono ou presidente do grupo de locação dos serviços educacionais”, o qual “ganhará e muito”.

Não foi minha intenção fazer quaisquer ilações ofensivas, o que pode ter sido inevitável diante de tanta bobagem, nem responder a Zaidan. Minha atenção é para com meus milhares de alunos e leitores. O professor Zaidan é um “cientista político” subdesenvolvido, um nítido resultado dessa política educacional que tanto deplora.

João Maurício Adeodato é Professor de Direito e Pesquisador 1-A do CNPq

EnviarTweet19Compartilhar30Enviar
Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

Matérias Relacionadas

André de Paula ministro do Ministério da Agricultura e Pecuária

Propósito, percurso e país: a nova missão de André de Paula

*Por Alê Cavalcanti - Nesta quarta-feira (1º), o Brasil reposiciona uma peça importante no tabuleiro do seu próprio futuro. O nosso muito querido André de Paula assume o...

Não é a proteção da mulher que dificulta sua contratação

*Por João Galamba - Escrevo como homem, e justamente por isso procuro tratar esse tema com a cautela de quem reconhece seu lugar de fala. Não vivo na pele...

Antônio Coelho enfrenta dilema na Alepe com emenda à LOA

O que mudou em Antônio Coelho, convicção ou conveniência?

*Por André Beltrão - Antônio Coelho vive hoje uma verdadeira sinuca de bico na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A Lei Orçamentária Anual (LOA) foi encaminhada ainda em dezembro...

Os Romanos da Decadência - Thomas Couture, pintura de 1847.

Traições e chantagens sem fim marcam processo eleitoral em PE

Por Ricardo Antunes - É difícil acreditar que se possa fazer política em um ambiente onde ninguém pode confiar no outro. Onde se faz promessas de amor eterno...

A ex-deputada federal, Marília Arrraes (PDT).

Ouvir Marilia Arraes foi um erro de Raquel Lyra, diz tio de João Campos

Por Antônio Campos - O xadrez político em Pernambuco expõe uma disputa que vai além dos nome é, sobretudo, uma batalha de estratégia. A governadora Raquel Lyra tem adotado...

Carregar Mais
Próximo Artigo

Fake mostra Heraldo Selva (PSB) na frente da disputa. Neco, Anderson e Cleiton estão empatados nas pesquisas

Por favor, faça login para comentar

Governo PE

Suape

Ipojuca

Empetur

São Lourenço da Mata

Governo PE

Blog do Ricardo Antunes

Ricardo Antunes - Debates, polêmicas, notícias exclusivas, entrevistas, análises e vídeos exclusivos.

CATEGORIAS

  • Brasil
  • Ciências
  • Cultura
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Eventos
  • Internacional
  • Justiça
  • Opinião
  • Pernambuco
  • Política
  • Tecnologia

ASSUNTOS

Alexandre de Moraes Bolsonarismo Brasília Carnaval Coronavírus corrupção Covid-19 DEM Donald Trump Eleições Eleições 2020 Eleições 2022 Esporte EUA Fake News Fernando de Noronha Futebol Internacional Investigação Jair Bolsonaro João Campos Justiça Lava Jato Marília Arraes MDB Olinda operação Paulo Câmara PL polícia cívil Polícia Federal PSB PSDB PT Raquel Lyra Ricardo Antunes Rio de Janeiro Saúde Senado Sergio Moro STF São Paulo União Brasil Vacina Violência

© 2016 - 2026 - Ricardo Antunes - Todos Direitos Reservados

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião

© 2016 - 2026 - Ricardo Antunes - Todos Direitos Reservados

Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade.