Do Globo — A Câmara dos Deputados decide nesta sexta-feira se mantém ou não a prisão de Daniel Silveira (PSL-RJ). O parlamentar foi preso em flagrante após ameaçar a integridade física de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e defender, em vídeo, a destituição de todos os integrantes da Corte. Em discurso, Silveira pediu desculpas e disse que “exagerou” nas declarações que motivaram a prisão.
É preciso ter 257 votos (maioria absoluta) para manter o afastamento ou prisão de um deputado. Em plenário, relatora do caso, a deputada Magda Mofatto (PL-GO) lerá um parecer pela manutenção da prisão, como informou o colunista do GLOBO, Lauro Jardim.
Em discurso no início da sessão, Silveira se disse arrependido e pediu desculpas por ter ofendido ministros do Supremo e incitado violência física.

— Assisti ao video três vezes. E vi que minhas palavras foram duras suficientes até para mim mesmo. Não consegui compreender o momento da raiva em que me encontrava. Peço desculpas a todo o Brasil. Me excedi de fato na fala. Foi um momento passional. Foram falas impróprias. Lamento pelo episódio e por ter gerado esse impasse dentro do Congresso. Me pôs em posição de reflexão. Qualquer um pode exagerar — disse Silveira, acrescentando:
— Já me arrependi. O ser humano vai de zero a 100 em segundos. Quem nunca fez isso na vida? Quem jamais exagerou em suas falas ou errou? Se não fosse assim, viveríamos em plena harmonia. De maneira alguma me considero um risco à democracia como fui classificado pela mídia.
Silveira disse ainda que o STF é “uma instituição muito importante”. Antes de iniciar o discurso, Silveira leu um texto do ministro Alexandre de Moraes sobre imunidade parlamentar. Foi o magistrado que, inicialmente, determinou a prisão do deputado, o que veio a ser convalidado posteriormente, por unanimidade, pelo plenário da Corte.










