Por Ricardo Antunes – A nova pesquisa Quaest ligou mais um alerta no comitê de campanha do PSB. Não apenas porque a diferença entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito João Campos (PSB) subiu de seis para oito pontos, mas porque o socialista não dá sinais de crescimento. Na mesma data em que o postulante do PSB divulgou que faltam 40 dias para a eleição, em alusão ao número da sigla, ele vem se distanciando dessa faixa na maioria dos institutos e vê a adversária ampliar a vantagem. E se Raquel ainda não “bateu no teto”, ou seja, chegou no patamar máximo, João sequer não consolidou um piso (número mínimo).
No Datafolha da última sexta-feira (21), o alerta já havia sido dado, com a diferença subindo para sete pontos acima da margem de erro, assim como a Quaest. E agora, 72% dos eleitores já declararam que não mudarão o voto, o que dificulta ainda mais a ampliação. A governadora abriu 10 pontos em votos válidos no primeiro turno, que é a mesma marca do segundo turno.
Herdeiro de dois ex-governadores de Pernambuco e ex-presidentes nacionais do PSB, seu bisavô Miguel Arraes e seu pai Eduardo Campos, João não tem encontrado soluções para a disputa. E aparentemente segue ouvindo a nova geração, preterindo justamente os mais experientes, que construíram a vitoriosa carreira do PSB em Pernambuco, que venceram cinco das oito eleições para o governo estadual desde 1994. Beira o absurdo imaginar que o jovem ex-prefeito ache que inventou a roda e conheça mais sobre o eleitorado pernambucano do que seus ancestrais. E que nem a queda nos números encorajem um assessor a sugerir mudar, com medo de levar grito. E números não mentem.










