Por Ricardo Antunes – O delegado Luiz Alberto Braga de Queiroz, já réu por tentativa de homicídio contra um ilhéu em Fernando de Noronha enfrenta mais um problema na Justiça — desta vez na área cível. Ele é alvo de uma ação por não pagamento de pensão alimentícia, com pedido de prisão civil já apresentado.
A apuração confirma que o caso foi levado ao Judiciário, e o pedido segue em análise. Até o momento, não há decisão final, mas também não há registro de quitação da dívida.
O que chama atenção é que o delegado está afastado das funções, mas continua recebendo salário. A situação levanta questionamentos sobre o descumprimento de uma obrigação básica: garantir o sustento de dependentes. “Ele não paga porque não quer” desabafou sua ex-mulher.
Especialistas lembram que pensão alimentícia não é opcional — é uma obrigação prioritária, ligada à dignidade e sobrevivência de menores, podendo levar à prisão em caso de inadimplência.
O nome de Luiz Alberto já é conhecido. Em maio de 2025, ele atirou contra o ambulante Emmanuel Apory durante uma festa no Forte dos Remédios, em Fernando de Noronha. A vítima teve a perna amputada. O delegado responde em liberdade por tentativa de homicídio duplamente qualificado.
Antes disso, já havia registros de comportamento violento, incluindo agressão a um advogado.
O Outro Lado:
Em sua versão, o delegado afirma que vem cumprindo regularmente a obrigação há cerca de dois anos, pagando pensão equivalente a nove salários mínimos. Segundo ele, houve atraso apenas referente ao mês de março. Ele também declarou que, somente em 2025, já teria pago cerca de R$ 163,9 mil em pensão alimentícia.
Confira os documentos














