Por Danilo Duarte – O tempo esquentou hoje durante uma audiência na Vara da Justiça Militar de Pernambuco, quando houve um ácido, sulfúrico mesmo, bate-boca entre o advogado Jethro Ferreira e o promotor Quintino Melo.
O embate começou após uma testemunha arrolada pela acusação, e que participava da audiência de forma remota, se recusar a exibir o rosto durante o depoimento.
O advogado Jethro Ferreira questionou o Juíz Francisco Galindo que, juntamente com o Conselho Permanente de Justiça Militar, determinou que a testemunha se expusesse durante o depoimento, inclusive porque já havia providenciado a retirada dos acusados da sala de audiências.
Como a testemunha continuava se recusando a obedecer à determinação judicial, o advogado de defesa se levantou para se ausentar da audiência em protesto contra o que classificou como desrespeito.
Nesse momento promotor Quintino Melo se aproveitou para dizer aos juízes militares que participavam da audiência que o advogado de defesa estava causando obstrução de justiça.

De saída, mas ouvindo tal acusação, o advogado voltou à audiência e disse que quem causava obstrução de justiça era o Ministério Público, afirmando que o promotor estava com mais de 80 processos parados, com prazo para alegações finais, atrasados há dezenas de dias, e que isso sim era obstrução de justiça.
Em condução firme e serena da audiência, o Juiz Francisco Galindo, presidente do Conselho de Justiça Militar viabilizou a oitiva das demais testemunhas e determinou a condução coercitiva do depoente recalcitrante para depoimento presencial em audiência que ocorrerá em julho próximo.
Procurado, o advogado Jethro Ferreira disse que não ia se pronunciar sobre o processo, e que a questão da demora na apresentação de alegações finais pelo Ministério Público era assunto afeto à Procuradoria Geral de Justiça.
O Blog tentou mas não conseguiu contato com o promotor Quintino Melo.
O espaço segue aberto.











