Do UOL – O governo vai anular o leilão de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), o gás de cozinha, realizado pela Petrobras na última terça-feira, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula criticou leilão de gás de cozinha feito na última terça-feira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje, em entrevista à TV Record da Bahia e em visita a obras de implantação do VLT de Salvador, que vai anular o leilão de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), realizado pela Petrobras anteontem.
Presidente classificou o certame como “cretinice” e “bandidagem”. Segundo ele, a disputa levou a preços elevados para o GLP. “Foi feito um leilão, com a cretinice e a bandidagem que fizeram com o óleo diesel. As pessoas sabiam da orientação do governo e da Petrobras: ‘não vamos aumentar o GLP’. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras”, disse.
“Vamos rever esse leilão, vamos anular esse leilão. O povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra”, enfatizou. – Luiz Inácio Lula da Silva
Leilão teve ágio acima de 100%. Em uma disputa que durou mais de seis horas, as distribuidoras compraram toda a oferta de 70 mil toneladas. O total da venda representa cerca de 11% do volume total de GLP comercializado mensalmente no país.
Aumento de preço mais significativo foi registrado no polo Duque de Caxias. O gás de cozinha subiu de um preço mínimo de R$ 33,37 para R$ 72,77, ágio de 117% em relação ao preço de referência do polo.
GLP é impactado pela guerra no Oriente Médio. Isso ocorre porque parte do produto que chega no Brasil é importado. Hoje, cerca de 75% do GLP consumido no Brasil é produzido pela Petrobras. Os 25% restantes são importados, sendo a maior parte adquirida pela própria estatal no exterior.
Preço do gás de cozinha estava congelado desde novembro de 2024. O aumento do valor do derivado afeta ainda o programa governamental Gás do Povo, que, na avaliação de agentes do setor, terá que ter o seu preço de referência ajustado.
Lula disse que governo federal está fazendo esforços para que efeitos da guerra no Oriente Médio não cheguem no preço dos combustíveis e dos alimentos. Classificando o conflito como “irresponsável”, o presidente disse que as consequências devem chegar apenas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters












