Por Ricardo Antunes – Exercendo um mandato de senador sem ter obtido um único voto, Fernando Antonio Caminha Dueire (PSD) levou outro revés em sua tentativa de emplacar a vice na chapa de Raquel Lyra (PSD). Palacianos começaram um movimento nos bastidores para garantir que Priscila Krause será mantida no cargo.
Sem qualquer censo de negociação, Dueire tem dito que não se interessa por disputar um mandato de deputado federal. Mas cometeu o erro crasso de se filiar ao partido da governadora. Ao final, mesmo tendo o direito natural da reeleição, deverá ser alijado de qualquer postulação majoritária, por birra e vaidade.
O histórico de Dueire é complicado nos bastidores, e mal visto por muitos. Após pressionar pela renúncia de Jarbas Vasconcelos (MDB), ele assumiu o mandato em setembro de 2023, depois de um ano exercendo a suplência. No cargo, tentou tomar o MDB à força do grupo de Raul Henry, sem qualquer forma de negociação. Perdeu no voto, tendo arrastado Jarbas e seu filho Jarbinhas para uma campanha interna vergonhosa e mal sucedida.
Antes, dizia na maior cara de pau a quem lhe perguntasse, que Raquel já teria lhe garantido uma das vagas no Senado. “Estou tranquilo. Ela me disse que também vou disputar a reeleição”, vaticinava, na maior cara dura. Pura pulha.
Agora, tentou plantar que seria o vice no lugar de Priscila, após as especulações de que os senadores de Raquel ficariam entre Eduardo da Fonte (PP), Miguel Coelho (União Brasil) e Túlio Gadelha (PSD). Em todos os levantamentos sérios para o Senado, Dueire não chega a 3% das intenções de voto, mesmo se dizendo a escolha de mais de 30 prefeitos. Balela que vai custar caro, e já custou, com a agora mais provável manutenção de Priscila Krause como vice.
Restará a ele tumultuar nos bastidores, como tem feito esses anos todos, mas deve ficar tudo em vão.











