*Por Guto Santa Cruz – A eleição para o Governo de Pernambuco em 2026 já se desenha polarizada entre João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD). As pesquisas indicam ausência de espaço para uma terceira via, o que torna plausível uma definição já no primeiro turno. Nesse cenário, o peso eleitoral do Recife tende a ser decisivo e pode influenciar diretamente também a disputa pelo Senado.
Para o Senado, o quadro é mais aberto. As pesquisas ainda refletem o recall de 2022 e não capturam com precisão a dinâmica atual. Com o início da campanha, a tendência é de crescimento de Humberto Costa (PT), que reúne base capilarizada e trânsito político nos dois campos. Pode ser o primeiro voto de aliados de João Campos e, em municípios importantes, o segundo voto de prefeitos ligados a Raquel Lyra. Esse desenho sustenta uma projeção de liderança, com potencial próximo a 2,2 milhões de votos, patamar semelhante ao de Teresa Leitão (PT) em 2022.
A segunda vaga segue indefinida. Marília Arraes (PDT) aparece à frente, mas sem consolidação. Anderson Ferreira (PL) e Miguel Coelho (União Progressista) disputam o mesmo campo eleitoral. Já Túlio Gadêlha (PSD) é uma incógnita, mas pode ganhar força como segundo voto do grupo governista.
Os três principais nomes na disputa pela segunda vaga estão sem mandato desde 2022, o que reduz visibilidade institucional, mas mantêm competitividade por meio de bases políticas ativas.
O cenário, portanto, é claro: há uma liderança em consolidação e uma segunda vaga totalmente aberta, que será definida pela força da campanha estadual e pelos movimentos dos seus respectivos candidato ao executivo estadual.
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Guto Santa Cruz é advogado e militante em Direitos Humanos













