Por Ricardo Antunes – O rompimento entre o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (MDB), e da candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), foi causado por uma quebra de compromisso. O chefe do Poder Legislativo estadual relatou a aliados que os acordos pactuados não vinham sendo cumpridos, e a definição da suplência teria sido o estopim.
Após garantir que Álvaro indicaria o primeiro suplente de sua candidatura ao Senado, Marília deixou de atentar o presidente da Alepe. Na semana passada, ela ofereceu o posto a Fernando Bezerra Coelho (MDB), na esteira da retirada da pré-candidatura de seu filho Miguel Coelho (União Brasil). Após a recusa do emedebista, foi anunciado que o indicado será Abel Neto (PSB), ex-vereador do Cabo de Santo Agostinho e sobrinho do prefeito Lula Cabral (PSB).
A confirmação foi a gota d’água para o rompimento, sacramentado hoje pela nota oficial assinada por Álvaro e por seu filho Gabriel Porto, candidato a deputado federal pelo PSB. A situação expõe ainda mais a candidatura de Marília, que foi sustentada até agora pelo recall das pesquisas, mas não possui estrutura partidária e financeira como a dos demais postulantes.
O grupo de Álvaro tem lembrado nos bastidores que o presidente da Alepe foi o primeiro nome de peso a defender o nome de Marília ao Senado. O próprio primo dela e candidato a governador João Campos (PSB) era reticente, pois temia a instabilidade e entendia que a eventual eleição dela criaria dificuldades na Frente Popular, principalmente se ele perder a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.
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