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Home Economia

Rescisão do contrato da Arena Pernambuco rende mais de meio bihão a Odebrecht

Por Ricardo Antunes
21/09/2019 - 15:51
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Por Fernando Castilho

Quem quiser que ache bom, mas essa rescisão do contrato da Arena Pernambuco até agora está boa só para Odebrecht. Numa boa, o governo propõe rescindir o contrato e a empresa aceita. Desde que o governo pague uma módica quantia de R$ 246 milhões.

Ah, diz o procurador do estado Cesar Caúla, sem uma rescisão amigável o estado pagaria muito mais. Ele estima que o dobro. Certo, sua excelência, mas não é estranho que a já tenha pago o que pagou, terá que arcar com uma despesa de R$ 140 mil por mês só para a Arena funcionado e ainda ter que continuar a pagar uma empresa que vai administrar a obra a um custo de não se sabe o quanto?

E mais: ainda não é estranho que a Odebrecht tenha aceito o acordo mediante o pagamento de R$ 246 milhões? Ora, com o perfil de receita que a Arena tem e o desastre que é termos de negócio que a empresa mesmo desenhou ( e que o estado aceitou), ele tinha mesmo que aceitar pois, na prática, está se livrando de imbróglio financeiro e de imagem que estava sendo acusada, de todo mês, receber dinheiro público por estar administrando mal um estádio.

Essa negociação é aquela em que o sujeito faz uma proposta, o outro compra, o negócio dá errado e o cara que aceitou paga um prejuízo e ainda sai acreditando que fez um bom negócio.

Pois não foi não. O Estadio nessa conversa só está tendo é prejuízo.

A preços de hoje, a Arena além do que já custou vai nos custar mais R$ 510 milhões. Pois além dos R$ 246 milhões da rescisão, tem mais uma conta que a Odebrecht de R$ 264 milhões por ter antecipado a conclusão  da obra para a Copa das Confederações. Dito de uma forma bem simples: entramos numa furada. A Odebrecht mandou dizer que está tudo muito bom, tudo bem, mais vai continuar pleiteando a indenização dos valores que gastou para acelerar a obra cumprindo determinação do então governador Eduardo Campos.

Sempre é bom lembrar que a Arena nos custou muito dinheiro. Em 2013, quando o governo de Pernambuco recebeu o estádio, não pagou ao Consórcio Arena Pernambuco Negócios e Investimentos o valor integral dos 75% do empreendimento que ele tem no projeto. Quitou apenas o valor histórico do contrato original de R$ 532 milhões (R$ 389 milhões) se comprometendo a pagar o valor das correções pelo INPC posteriormente.

No governo João Lyra foram afeitos pagamentos dessa diferença. Ao assumir, o governador Paulo Câmara pagou R$ 30 milhões de atrasados, depois mais R$ 10 milhões (também de parcelas atrasadas) e manteve o pagamento de parcelas mensais de R$ 50,4 milhões. Se somados os valores relatados pelo secretário, o governo já pagou mais de R$ 439 milhões pelo projeto.

Se a gente R$ 439 milhões mais o R$ 246 milhões  da rescisão e mais os R$ 264 milhões vai chegar perto de R$ 1 bilhão, com esse último valor devendo ser corrigido. Ou seja, foi um péssimo negócio para o Estado de Pernambuco.

Primeiro aceitou um negócio pronto da Odebrecht que incluiu um outro de administração e mais outro de uma cidade que num terreno que o governo bancou a infraestrutura. Depois mostra que o modelo de negócio foi mal avaliado pelo governo e isso inclui a procuradoria que não se posicionou contra. Depois partiu de uma premissa que não previu a cláusula de risco com vantagem para o Estado. Isso sem falar que montou um negócio contando com os  russos, ou melhor com o Sport e com o Santa Cruz. Quando a gente lê os aditivos vê que o estado não tinha qualquer chance de se dar bem.

A Odebrecht se garantiu na partida. Não tinha como dar errado para ela. E  a maior prova disso é que  está entregando o estádio e levando R$ 246 milhões. Então, definitivamente o estado não tem o que comemorar. Talvez a Odebrecht. Afinal tem um possível recebível que pode lhe render R$ 246 milhões.

 

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Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

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