Da Redação – A empresa investigada após o resgate de 15 trabalhadores em condições análogas à escravidão na Ilha de Itamaracá é a Dtel Telecom. Segundo informações obtidas pela reportagem, o dono da empresa é Rodrigo Pedrosa.
Os trabalhadores resgatados eram 12 mulheres e três homens, todos vindos da Mata Sul de Pernambuco. A maioria morava em Rio Formoso e era deslocada para diferentes cidades conforme a demanda da empresa, que atua no setor de telecomunicações e instalação de redes de fibra óptica.
Durante a fiscalização do Ministério do Trabalho, os auditores encontraram os funcionários vivendo em situação precária, dormindo em colchões no chão, dividindo camas e até utilizando bobinas de fibra óptica como apoio improvisado. O imóvel também funcionava como depósito de equipamentos e refeitório.

Além do caso de Itamaracá, há uma nova denúncia envolvendo a mesma empresa em Goiana, na Zona da Mata Norte. Moradores denunciaram ao Ministério Público do Trabalho (MPT) a existência de outro alojamento coletivo ligado à Dtel Telecom, onde cerca de 20 funcionários estariam vivendo em condições semelhantes.
Segundo o Ministério do Trabalho, os alojamentos apresentavam superlotação, falta de higiene, ausência de privacidade e estrutura inadequada para alimentação e descanso. A operação contou com participação da Polícia Federal e do MPT.











