Blog do Ricardo Antunes
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Blog do Ricardo Antunes
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Home Opinião

Sérgio Moro espera condenação de Flávio para tomar o lugar de Bolsonaro em 2022

Por Ricardo Antunes
21/01/2020 - 10:10
WhatsAppTweetarCompartilharEnviar por Email

Por Reinaldo Azevedo, do UOL |

Todos os homens poderosos — e Jair Bolsonaro é um deles, é claro! — padecem de uma doença inerente à condição: o delírio de poder. Porque, para ficar em palavra de mesma raiz, “podem” muito em áreas específicas, julgam, então, poder tudo, qualquer que seja o desafio. O primeiro inimigo de alguém que vive o delírio de poder são os fatos. É o que leva Bolsonaro a investir cotidianamente contra a imprensa, declarando que não lê jornais. É mentira, claro! A afirmação só informa que ele busca o conforto da plena aceitação, o que só é possível no ambiente das milícias virtuais que o apoiam. O exercício do poder, nesse caso, demanda apenas adulação e conduz o líder à alienação da realidade.

Ora, se Jair Bolsonaro tem um inimigo, este, por óbvio, não está aboletado na imprensa. Ao contrário: esta tem sido bastante generosa com a dita “agenda liberal”. Todos os dias vemos articulistas se esmerando no esforço de tentar separar a pauta de Paulo Guedes do hospício reacionário que domina amplas áreas do governo. Os oponentes que deveriam preocupá-lo no momento também não integram as fileiras das oposições. Estas são, certamente adversárias, mas o embate importante, se houver, se dará mais adiante. Por enquanto, não criaram nenhuma dificuldade especial ao presidente.

Bolsonaro deve saber intimamente, mas está, por ora, de mãos atadas — e creio que atadas permanecerão porque lhe faltará coragem — que está, para recorrer à expressão que já um clichê, dormindo com o inimigo. Inimigo que, por sua vez, não dorme no ponto e não perde uma só oportunidade de lhe minar a credibilidade. O nome daquele que quer ou destruí-lo ou sucedê-lo numa “pax” sangrenta é Sergio Moro, que ele, imprudentemente, conduziu ao Ministério da Justiça, conferindo-lhe um arsenal inédito de instrumento de Estado para interferir na vida pública.

Aquele Moro que jamais seria político, como afirmou e reiterou em entrevistas, é hoje ministro da Justiça. E, como se nota, usa a sua condição de homem de Estado para fazer política. Assim como usou as prerrogativas de juiz para agredir os fundamentos do devido processo legal e, como hoje está mais claro do que nunca, para consolidar um lugar de poder.

Os diálogos revelados pelo The Intercept Brasil, em parceria com outros veículos, incluindo este blog, evidenciaram um juiz que não respeita os limites do que dispõem a Constituição, a Lei das Delações e a Lei Orgânica da Magistratura. E como ele responde a tudo isso? No programa Roda Viva, resumiu as revelações de todas as impropriedades e ilegalidades a “bobageirada”.

O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa registra “bobagem”, “bobageira” e “bobajada”. A “bobageirada” é só mais uma agressão ao vernáculo do “conje” da “conja” que é capaz de aderir a práticas de tal sorte inéditas, de tal sorte surpreendentes, dado o arcabouço legal que temos, que a própria língua já não consegue abrigar a sua criatividade jurídica.

Foi assim como juiz. É assim como ministro. E seu, por ora ao menos, alienado chefe permite que vá fazendo o seu trabalho político-eleitoral e lhe roubando e minando as bases de extrema-direita. Sim, Moro é hoje o nome que o reacionarismo barra-pesada escolheu para levar adiante o seu delírio autoritário contra a existência da própria política. Bolsonaro cometeu a sandice de entregar o aparelho policial a quem anseia a sua cadeira.

O presidente está sendo engolido pelo seu subordinado, que hoje faz campanha aberta contra aquele que o nomeou. A resistência de Moro ao juiz de garantias é uma afronta direta a uma escolha feita pelo chefe. O ministro da Justiça permitiu que prosperasse a tese de que Bolsonaro só não optou pelo veto com o intuito de proteger o filho Flávio, o que é, obviamente, mentiroso. Mas as milícias da extrema-direita da extrema-direita, que hoje são moristas, fustigam o próprio Bolsonaro, cobrando dele, adicionalmente, o apoio à inconstitucional e indecorosa CPI da Lava Toga.

Tal CPI, diga-se, é uma proposta de um grupo de 21 senadores que constituem a bancada “morista” do Senado. Que outro ministro tem uma bancada para chamar de sua?

Moro está à espera de que Flávio Bolsonaro seja condenado a, deixem-me ver, uns 12 anos de cadeia, na aposta de que isso vá inviabilizar o nome do chefe na disputa pela reeleição, tomando-lhe, então, o lugar. Se Bolsonaro não quer ser engolido em seu próprio quintal, tem de demitir Moro agora. Haverá, claro!, desgaste. Mas a alternativa é pior. Sem função, o ex-juiz teria de assumir a sua condição de político, buscar um partido e passar a fazer política de maneira mais honesta e transparente.

Desça das nuvens do delírio, presidente! Excepcionalmente, Vossa Excelência tem um inimigo que é também inimigo das instituições.

Tags: Flávio BolsonaroSergio Moro
EnviarTweet19Compartilhar265Enviar
Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

Matérias Relacionadas

Famosos personagens Nazgûl, o terceiro cavalo do apocalipse e Sauron

Dark Money: a conta do queima-filme bolsonarista não fecha

Por Alexandre Borges - O nome da hagiografia de Jair Bolsonaro (PL), "Dark Horse", já era sinal de mau agouro. A expressão significa "azarão", um vencedor improvável, já...

O programa bolsa família foi criado por Lula em 2003

Qual cidade tem o maior número de beneficiados pelo Bolsa Família?

Por Pedro Nery, do Estadão - Essa realidade não chega a ser uma surpresa, porque São Paulo é a maior cidade do Brasil e, na cidade, tudo é...

“Mais tributos, custe o que custar”, por Everardo Maciel

Por Everardo Maciel - A crônica incapacidade de enfrentar os déficits fiscais pela via do corte de despesas, que ao contrário seguem uma consistente trajetória de crescimento, explica...

Derrota de indicado de Lula ao STF impacta projeções nas eleições

Derrota “põe em xeque” governabilidade e candidatura de Lula

*Por Vera Magalhães - Confirmada a derrota histórica e acachapante da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, a oposição comemorava, nos bastidores, o que considera...

Quem tem voto — e quem tem limite: o que a rejeição revela sobre 2026

Por Guto Araújo - Uma eleição não é decidida apenas por quem lidera as pesquisas. Ela é definida, sobretudo, por quem consegue crescer e, principalmente, por quem não...

Carregar Mais
Próximo Artigo

Procuradoria do MPF quer anular atos de Alvim na Secretaria da Cultura

Por favor, faça login para comentar

Governo PE

Ipojuca

Suape

São Lourenço da Mata

Ipojuca

Blog do Ricardo Antunes

Ricardo Antunes - Debates, polêmicas, notícias exclusivas, entrevistas, análises e vídeos exclusivos.

CATEGORIAS

  • Brasil
  • Ciências
  • Cultura
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Eventos
  • Internacional
  • Justiça
  • Opinião
  • Pernambuco
  • Política
  • Sport
  • Tecnologia

ASSUNTOS

Alexandre de Moraes Bolsonarismo Brasília Carnaval Coronavírus corrupção Covid-19 DEM destaque Donald Trump Eleições Eleições 2020 Eleições 2022 Esporte EUA Fernando de Noronha Futebol Internacional Investigação Jair Bolsonaro João Campos Justiça Lava Jato Marília Arraes MDB Olinda operação Paulo Câmara PL polícia cívil Polícia Federal PSB PSDB PT Raquel Lyra Ricardo Antunes Rio de Janeiro Saúde Senado Sergio Moro STF São Paulo União Brasil Vacina Violência

© 2016 - 2026 - Ricardo Antunes - Todos Direitos Reservados

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião

© 2016 - 2026 - Ricardo Antunes - Todos Direitos Reservados

Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade.