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Até que idade se ama intensamente? por Jean Menezes de Aguiar

Por Ricardo Antunes
21/09/2019 - 15:45
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Por Jean Menezes de Aguiar

O tema é batido. Mas insistentemente irresolvido. Por duas grandes questões: primeira, porque muitos acreditam que haja idade prevista para se poder amar, no sentido de que a partir dali alguma porta misteriosa da vida seria fechada e seria imposta uma proibição, pela via do nonsense.

Segundo, porque a sociedade imoraliza o amor do idoso. Rechaça, não quer. E não só do idoso, mas de quem já não é mais ‘jovenzinho’. Quem não tem ‘mais idade para a paixão’, como costumam dizer. Ou talvez quem desperte coisas que em muita gente não exista mais e a inveja se encarrega de tentar proibir. Ou preconceitualizar.

Triste uma sociedade que patrulha o outro assim. Inicialmente, porque ela educa gerações mais jovens no sentido de que o amor, então, teria prazo de validade etário para começar. Torna-se obsceno amar a partir de certa idade. Isso cria uma ética psicológica que inibe. Afugenta as pessoas do amor, mesmo as interessadas, apaixonadas ou influenciadas por alguém. Mesmo tendo pleno direito, quererão proibir a ‘estranha sensação’.

Mulheres maduras ‘respeitáveis’ não se permitem ter um romance com um jovem em homenagem ao ‘não fica bem’. Numa sociedade machista o homem continua sendo o pegador de plantão e pouco importa se sua diferença de idade com a namoradinha é de 30 ou 50 anos. Francisco Cuoco que o diga. Mas as mulheres ainda se policiam. Salvo as poderosas Susanas Vieiras.

Pouco importa o que são essas relações. Verdadeiras, falsas, arranjadas ou para inglês ver, o fato é que algumas pessoas não se incomodam com o julgamento da sociedade. Aí deveria estar uma grande lição. Principalmente para se combater o pensamento conservador, tão formalista, autoritário. Ou em uma palavra: preconceituoso.

A liberdade no amor vem galgando novos foros de discussão. Idades e diferenças, escolhas sexuais, número de parceiros, formas e modos entraram em xeque e conseguiram adeptos sociais que simplesmente vêm transgredindo regras.

Mas ainda há muito preconceito, e muito paradoxo. Em cidades como São Paulo que às vezes quer passar a impressão de ser o paraíso universal dos gays, estes mesmos são espancados e mortos. Pelo simples fatos de ‘serem’. E o pior de tudo é que a violência parte de comunidades jovens. Mais, educadas por esta mesma sociedade. E não se venha com a desculpa do ‘distúrbio’, o escapismo psi de plantão.

A questão etária atrai novas discussões. Se na maturidade as visões de mundo, as interpretações dos fatos sociais e pessoais adquirem novos coloridos, ou mais suaves, ou muito mais intensas, a possibilidade do amor aí será um fenômeno que acompanhará esta mesma maré de sensibilidade.

O amor na maturidade pode ser um verdadeiro prêmio lotérico no grande jogo do sentir. E aqui arrisca-se a falar em amor-paixão, aquele faz se viver sorrindo e que tira do chão.

Certamente não são todas as pessoas que se dedicam ao amor. O trabalho, o sucesso, o dinheiro, as dificuldades, a empresa, as promoções e a estabilidade ocupam larguíssimas fatias no comprometimento pessoal de um ser humano. Não há qualquer crítica aí. Mas isto pode atrapalhar o ‘hábito’ do amor, enquanto uma necessidade a ser permanentemente cultivada.

Quando se fala amor não se trata de mero querer bem, de mera companhia comportada para uma peça de teatro. O amor-paixão, aquele que até faz o casal não sair de casa, viver brincando e descobrindo que o mundo é cor de rosa.

O amor traz ilusões. Talvez uma primeira dele seja a do mundo colorido de rosa. Mas até isso há se ter a sabedoria para se abrir espaço, criar momentos, dar chances para se querer viver o rosa da ilusão. Não se trata da ilusão burra, a que gera prejuízo depois, a que entorpece a crítica. O amor consegue conviver com o senso crítico, com o trabalho, a política, quaisquer afazeres.

O grande ganho que o amor pode trazer é a segurança de se ter alguém. Mas alguém que se ama e se tem a certeza de que ama igual. Se é para falar em segurança profissional, salarial, que se fale da segurança emocional, pessoal que o amor gera e sabe gerar.

Menosprezar o amor em detrimento de outras atividades da vida pode ser um grande equívoco existencial. Casais que porventura não manuseiam mais o amor com a mesma lubrificação de um amor-paixão, podem conversar entre si no sentido de renovar o amor. É possível quando há sementes germinadas.

Já pessoas solteiras, maduras e de meia idade deveriam manter uma reserva de comportamento para o amor. Não apenas para o sexo, as farras. Mas para o verdadeiro amor. O filósofo Roland Barthes ensina que a sociedade passou a só querer saber de sexo, como sinônimo de alegria e saúde, considerando o amor um problema, uma doença.

Aí pode estar um dos maiores equívocos da vida atual. Gerador de tanta solidão. Toda a liberdade conquistada não gerou aumento de casais estáveis, namorados inseparáveis e grandes amores estrondosos. Daqueles que vivem brincando com encantamento, poesia, doçura, dedicação e segurança amorosa. Os fatores naturais e primários da felicidade. A sociedade tinha que perceber isto.

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Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

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