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Senado começa a votar amanhã PEC que muda rituais do STF

Por Ricardo Antunes
23/10/2023 - 21:31
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Por Ricardo Antunes — O chamado ativismo do Supremo Tribunal Federal de que se queixam os parlamentares terá troco: o Senado vota amanhã, em primeiro turno, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que impõe limites às decisões individuais (monocráticas) dos ministros do STF e aos pedidos de vista dos processos em julgamento. É praticamente certa sua aprovação nesta primeira rodada, que necessita de 49 votos dos 81 senadores.

A sessão está marcada para ser iniciada às 14h e o primeiro item da pauta é justamente a PEC 8/2021, de autoria do senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), um próspero empresário, dono de jatinho e da fábrica de computadores Positivo, um liberal típico eleito em 2018.

A votação do plenário ocorre apenas 20 dias depois da sua aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e de dois anos e seis meses desde o início da sua tramitação. É a mesma PEC que, por falta de quórum no plenário, foi derrubada em setembro de 2019.

O que mudou, radicalmente, em quatro anos? O excesso de decisões monocráticas e de pedidos de vista no STF. Entornaram o caldo recentes ações do Supremo proibindo o uso do marco temporal na demarcação das reservas indígenas, em total oposição a decisão da Câmara dos Deputados e do Senado, e o início do julgamento de temas sensíveis em exame nas duas Casas, como a descriminalização do aborto e do uso pessoal de maconha. Estabeleceu-se, então, uma espécie de concorrência entre o STF e o Congresso em votações de assuntos relevantes.

Oriovisto listou 10 exemplos de ações no Supremo que foram proteladas por decisão monocrática e que estão sem julgamento no STF até hoje. Vale citar ao menos dois dos casos mencionados pelo senador paranaense na sessão temática sobre a PEC, na quinta-feira.

 

PREJUÍZOS DOS ROYALTIES

Em 18.03.2013, a ministra Carmen Lúcia suspendeu as regras de distribuição dos royalties do petróleo aprovadas pelo Congresso. Atendeu a uma ação do governo do Rio de Janeiro, que alegava perda de receita ao estado de R$ 4 bilhões naquele ano. A decisão monocrática entrou no calendário de julgamentos por duas vezes, em novembro de 2019 e abril de 2020, mas acabou retirada. Faz dez anos que a questão dos royalties não é julgada pelo plenário, gerando neste período perdas de receitas para outros estados.

Ministra do STF suspendeu parte da Lei dos Royalties

 

APOSENTADORIA COMPULSÓRIA

Em 14.04.2005, o ministro Luiz Fux suspendeu mudança na Constituição do estado do Rio de Janeiro que aumentava de 70 para 75 anos a idade para aposentadoria compulsória dos funcionários públicos cariocas – dispositivo, aliás, aplicado aos ministros do STF. Não houve julgamento até agora, 18 anos depois, com prejuízos para quem queria continuar trabalhando cinco anos mais.

 

PROIBIÇÕES

A PEC 8/2021 proíbe decisões monocráticas que suspendam a eficácia de lei ou ato normativo com efeito geral ou atos dos presidentes da República, do Senado e da Câmara dos Deputados. Também ficam proibidas decisões individuais com poder de suspender a tramitação de propostas legislativas que afetem políticas públicas ou criem despesas para qualquer Poder.

 

COLETIVO

A PEC restringe os pedidos de vista individuais. Passam a ser aprovados pelo plenário e limitados a seis meses e, em caso de excepcional renovação, a três meses. Findos os prazos, haverá inclusão automática do processo na pauta, com preferência sobre os demais processos.

 

GRAVE URGÊNCIA

De acordo com o texto, caso o STF esteja em recesso, será permitida decisão individual em casos de grave urgência ou risco de dano irreparável. O STF, contudo, terá prazo até 30 dias para julgar o tema ao fim do recesso.

PEC muda forma de julgamento em caso de recesso do STF

 

CAUTELA

As decisões cautelares (tomadas por precaução, para evitar efeitos de atos que possam ser considerados inconstitucionais) terão prazo máximo de 6 meses para julgamento. Encerrado o prazo, a ação terá prioridade na pauta do Supremo.

 

BEM DA NAÇÃO

“Deixaremos de ter 11 ‘supremos’ e teremos efetivamente um Supremo, para a segurança e para o bem da Nação”, declarou Oriovisto.

 

DESONERAÇÃO

O governo vai fazer todo o possível para evitar, mas também amanhã uma outra medida relevante será decidida no Senado: a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) vota o projeto de lei que prorroga a desoneração da folha de pagamentos até dezembro de 2027, beneficiando 17 setores, e reduz a 8% a contribuição previdenciária de mais de 90% dos municípios.

CAE votará projeto que prorroga desoneração da folha

 

LOGO, LOGO

Como a coluna informou, o relator, Angelo Coronel (PSD-BA), rejeitou todas as mudanças feitas no texto pela Câmara dos Deputados. Não há risco, portanto, do projeto voltar à Câmara –e atrasar mais. Foi uma senadora do PT –Augusta Brito (CE) – quem pediu vistas na sessão da terça-feira passada, para ganhar tempo. Não vai adiantar. O projeto deve ir ao plenário logo, logo.

 

TANGO CLÁSSICO

Os sofridos argentinos estão no famoso dilema de “se ficar o bicho pega, se correr, o bicho come”. Cantam o tango clássico – ou seja, recheado de tragédias. Com uma inflação anual na casa dos 150% e quase metade da população na pobreza, se elegerem o peronista Sérgio Massa no segundo turno será trocar seis por meia dúzia, porque o ministro da Economia não deu resposta à gravíssima crise que enfrentam. Se elegerem Javier Milei, é pior do que eleger, como fizeram os brasileiros em 2018, Jair Bolsonaro. Como se fosse possível, Milei é Bolsonaro duplicado. Coitados dos hermanos.

 

COMPROMISSOS

A governadora Raquel Lyra cumpre extensa agenda em Brasília, nesta terça (24). Durante a manhã, a gestora se reúne com os ministérios das Cidades, da Educação e Casa Civil, às 9h. Logo depois, às 11h, haverá o lançamento do Projeto Sertão Vivo, com a presença do presidente Lula. À tarde, a chefe do Executivo estadual participa de reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, demais governadores do Nordeste e os secretários da Fazenda do Nordeste.

 

FOTO DO DIA

Silhueta de uma pessoa no topo de uma montanha ao pôr do sol
Tags: Ricardo Antunes
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Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

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