Blog do Ricardo Antunes
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Blog do Ricardo Antunes
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Home Opinião

Opinião: Um resultado justo e esperado, o que nem sempre acontece no carnaval carioca

Por Ricardo Antunes
21/09/2019 - 17:07
WhatsAppTweetarCompartilharEnviar por Email

Por Bernardo Araujo, do O Globo Rio

Tudo levava a crer que a Mangueira seria a campeã do carnaval 2019. A expectativa anterior à festa, com o samba cantado fervorosamente pelos quatro cantos do Rio, se confirmou com o catártico desfile da escola na madrugada da terça-feira de carnaval. Só que “tudo leva a crer” no universo da Liga Independente das Escolas de Samba pode não significar absolutamente nada, como mostrou o campeonato da Beija-Flor de 2018.

Um ano depois, os jurados, de forma geral, avaliaram as escolas com rigor e critério, e a verde-e-rosa acabou campeã com um score perfeito, até “folgado” em termos de carnaval carioca, com três décimos à frente da surpreendente vice-campeã Viradouro. O quesito samba-enredo (sempre ele!) fez a Mangueira abrir a diferença, que nunca foi recuperada pela escola de Niterói. Na verdade, o hino da Viradouro foi julgado até com complacência demais: dois jurados, Felipe Trotta e Eri Galvão, deram nota 10 para uma canção muito inferior à maioria das outras do ano, com pouco sentido – como é tradicional nos enredos do carnavalesco Paulo Barros – e nenhum charme.

Se alguns quesitos tiveram jurados rigorosos, como samba-enredo e comissão de frente, em outros veio a tradicional (mas que, por sorte, anda caindo em desuso) enxurrada de notas 10. O julgamento de bateria, por exemplo, precisa definitivamente ser repensado. Das 40 notas apuradas, menos da metade não foram 10, apenas 18. O jurado Sérgio Naidin deu três notas 9,9 (para Império Serrano, São Clemente e Portela), e todas as outras escolas receberam o grau máximo. É certo que as baterias são profissionais, bem ensaiadas, mas será possível que uma não é um pouquinho melhor do que a outra?

A Mangueira, com sua bossa que começava marcial e acabava em atabaques (os negros superando os militares), a Portela e suas levadas afro, referentes a orixás diversos, e o coração que batia com o samba do Império Serrano, nada disso merece um décimo a mais do que baterias corretas, mas menos criativas? A batida mais cadenciada da Mocidade, valorizando a melodia do samba, não deve ser mais bem avaliada do que a metralhadora hardcore da bateria do Tuiuti? Não custa refletir.É claro que alguma contaminação é inevitável. O jurado pode se emocionar com um aspecto do desfile que não é aquele que ele deveria julgar e acabar beneficiando a escola. Um dos casos mais flagrantes disso aconteceu em 1998, quando “Chico Buarque da Mangueira” levou o título, um desfile fraco, com um samba bobo, mas um monstro da cultura brasileira que seduziu todo mundo. Acontece. (Aliás, a Mangueira dividiu o título daquele ano com a Beija-Flor e seu “Mundo místico dos caruanas nas águas do Patu-anu”, alguém se lembra? Quem vir os desfiles e ouvir os sambas certamente perceberá, sem a emoção (e os olhos azuis de Chico) do momento, a superioridade da escola de Nilópolis.

Apuração do desfile das escolas de samba do grupo . – G.R.E.S Estação Primeira de Mangueira. Foto: MARCELO THEOBALD / Agência O Globo

Então, alguma influência é natural, mas o jurado deve lutar exatamente contra isso. De volta à Viradouro, Paulo Barros fez um de seus melhores carnavais recentes, a despeito de ideias repetidas (como personagens Disney e mortos-vivos) e de um enredo raso. OK, vamos dar notas 10 para as fantasias, harmonia e evolução da alvirrubra niteroiense, que de fato desfilou bem. Mas o samba, como já foi dito, e o enredo podem ser avaliados por si sós. As seis escolas que desfilam no Sábado das Campeãs (pela ordem, Mangueira, Viradouro, Vila Isabel, Portela, Salgueiro e Mocidade) merecem estar lá, mas algumas distorções no julgamento merecem ser ressaltadas.

Nomes e bandeiras continuam tendo sua força. O Império Serrano fez, decerto, o pior dos 14 desfiles. Mas será que precisava ter como default a nota 9,7? Se uma poderosa se apresentasse da mesma forma, seria julgada com o mesmo rigor? O mestre Renato Lage, um dos maiores nomes da história do carnaval, fez uma Grande Rio desenxabida, com poucas ideias, burocrática, e ainda embalada por um samba fraquíssimo. Pois suas alegorias e adereços levaram quatro notas 10, à frente, por exemplo, do suntuoso Salgueiro e da Portela de Rosa Magalhães, ao lado da beijaflôrica Vila Isabel. Terá sido justo?

Por fim, o rebaixamento. O Império Serrano, mesmo sem qualquer implicância, já estava de volta ao sábado (o do Acesso em 2020, não o próximo) desde antes do carnaval, com sua “ousadia” de transformar “O que é, o que é?”, de Gonzaguinha, em samba-enredo, e com a ideia no mínimo esquisita de botar mestre-sala e porta-bandeira para dançarem sobre um tablado (os dois quesitos, aliás, nem foram os mais mal avaliados). Um descenso merecido de uma escola que ainda vive nos anos 1970, e cuja presidente teve a ideia genial de não ensaiar na quadra no pré-carnaval, para “evitar prejuízos”.

A Imperatriz Leopoldinense teve graves problemas em seu desfile, mas há 20 anos, quando ela era campeã quando merecia e quando não merecia, tamanho era seu poder na Liga, isso talvez não acontecesse. Desde que foi vice-campeã do Grupo 2 em 1978 e chegou à elite, a escola de Ramos nunca tinha sido rebaixada, numa permanência de quatro décadas no grupo principal. Em outros tempos, também, talvez e poderosa Beija-Flor fosse parar no Acesso. A escola comandada pela família David teve a maior queda de uma campeã em muitos anos, saindo do primeiro para o 11º lugar, que conquistou em uma acirrada disputa com a São Clemente (para muitos bem melhor na avenida do que a Beija). É, aos poucos, talvez a batida dos surdos, caixas e tamborins esteja mudando.

Tags: Carnaval
EnviarTweet19Compartilhar30Enviar
Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

Matérias Relacionadas

Sobre o carro de bombeiro, os irmãos Campos, João, Eduarda e Pedro (Da esq. p/ dir.)

A soberba, a queda e as pedras que clamaram

Por Bruno Brennand - Há derrotas que começam muito antes da abertura das urnas. Começam no instante em que alguém deixa de acreditar na invencibilidade do adversário. Durante muito...

O candidato a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Lula não ganha mais eleitores no Nordeste

Por Vinicius Torres, da Folha de SP -  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não ganhou votos no Nordeste neste começo de segundo turno, a julgar pelos resultados...

Colunista e cientista político Fernando Schüler

Arquivamento de inquérito contra jornalistas revela lição sobre o período eleitoral brasileiro

Do Estadão - Criticar autoridades, instituições e o sistema eleitoral é parte da democracia. O arquivamento do inquérito contra os influenciadores Oswaldo Eustáquio, Allan dos Santos e Ed...

O presidente do STF, Edson Fachin; e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre

Impeachment de ministros pode provocar curto-circuito entre Senado e STF

Da Redação - O jornalista Josias de Souza afirmou que a tensão entre o Senado e o Supremo Tribunal Federal cresce de forma gradual. Segundo ele, os 109...

Analista político Melìllo do Nascimento

Fiasco do debate na Globo pode representar fim de um formato, diz analista político

Da Redação - O cancelamento do debate entre candidatos à Presidência da República que seria realizado pela TV Globo na noite desta quinta-feira (1º) reacendeu discussões sobre o...

Carregar Mais
Próximo Artigo

Polícia Federal já tem autorização do TRE para investigar supostos laranjas do PSL-PE

Por favor, faça login para comentar

Camaragibe

Ipojuca

RELACIONADOS

Dias Toffoli derruba decisão de Moro e barra tornozeleira em Dirceu

“Manifestações têm que ser ordeiras”, diz Arthur Lira

Morumbi, o bairro mais elegante da Zona Oeste de São Paulo

Blog do Ricardo Antunes

Ricardo Antunes - Debates, polêmicas, notícias exclusivas, entrevistas, análises e vídeos exclusivos.

CATEGORIAS

  • Brasil
  • Ciências
  • Cultura
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Eventos
  • Internacional
  • Justiça
  • Opinião
  • Pernambuco
  • Política
  • Sport
  • Tecnologia

ASSUNTOS

Alexandre de Moraes Bolsonarismo Brasília Carnaval Coronavírus corrupção Covid-19 destaque Eleições Eleições 2020 Eleições 2022 Eleições 2026 Esporte EUA Fernando de Noronha Flávio Bolsonaro Futebol Internacional Investigação Jair Bolsonaro João Campos Justiça Lava Jato Marília Arraes Olinda operação Paulo Câmara Pernambuco PL polícia cívil Polícia Federal PSB PSDB PT Raquel Lyra Ricardo Antunes Rio de Janeiro Saúde Senado Sergio Moro STF São Paulo União Brasil Vacina Violência

Termos de Uso, Privacidade e Cookies
© 2016–2026 — Ricardo Antunes — Todos os direitos reservados.
Site administrado por FACTO COMUNICAÇÃO & MARKETING LTDA — CNPJ 40.797.095/0001-30 — Contato: ricardo@ricardoantunes.net

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião

Termos de Uso, Privacidade e Cookies
© 2016–2026 — Ricardo Antunes — Todos os direitos reservados.
Site administrado por FACTO COMUNICAÇÃO & MARKETING LTDA — CNPJ 40.797.095/0001-30 — Contato: ricardo@ricardoantunes.net

Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade.