Do UOL – O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, disse que mandou exonerar o seu secretário-executivo logo que foi informado da prisão desse seu auxiliar direto, Adroaldo Portal, na Operação Sem Desconto, realizada hoje pela Polícia Federal. O que aconteceu Ministro da Previdência Social comenta prisão do secretário-executivo da pasta.
Em entrevista a jornalistas, Wolney Queiroz, disse que tomou a decisão de exonerar Adroaldo Portal, número dois do ministério, assim que soube da prisão. “O governo não protege ninguém”, afirmou. Após operação da Política Federal, Previdência Social anunciou novo ocupante para o cargo. O procurador federal Felipe Cavalcante e Silva, atual consultor jurídico do ministério, assume a função de secretário-executivo.
Wolney Queiroz nega que secretário-executivo seria seu substituto na pasta. Respondendo a questionamento se, em caso de sair candidato a algum cargo nas eleições de 2026, Adroaldo Portal assumiria o ministério, o ministro disse que nomeação de ministros “é atribuição do presidente Lula”. Wolney Queiroz é filiado ao PDT e foi deputado eleito por Pernambuco seis vezes, sendo a última no mandato encerrado em 2023. Ministro afirmou que governo não tinha informações sobre envolvimento do secretário-executivo nas fraudes em aposentadorias do INSS. “Não tínhamos qualquer informação”, disse.
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Wolney destacou que segue valendo a determinação do presidente Lula de “cuidar dos aposentados e estabelecer a integridade e a governança no ministério”. Controladoria-Geral da União e a Polícia Federal deflagram nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
A ação é resultado de uma investigação que apura a prática dos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação e dilapidação patrimonial. Ao todo, foram cumpridos 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão e outras medidas cautelares. As ações ocorreram no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, em procedimentos sob a relatoria do ministro André Mendonça.












