Por Arthur Gazeta – “Perplexo e extremamente triste com a impunidade”, reagiu nesta quarta-feira (7) o médico dermatologista Anderson Juliano de Lima à decisão do TJPE (Tribunal de Justiça de Pernambuco) de liberar da prisão em flagrante seu agressor Túlio André Coelho Silva, de 30 anos, vizinho do apartamento 701 do edifício onde mora, dois andares acima, o Splendid Rosarinho, no bairro de Rosarinho, na Zona Norte, na madrugada do Ano Novo, em episódio de grande repercussão na mídia pernambucana.
“É um ultraje soltar um cara denunciado pela polícia por tentativa de homicídio por homofobia, solto no mesmo prédio em que moramos”, declarou ele ao blog, afirmando temer novas agressões do vizinho. Túlio André foi preso em flagrante por homofobia, lesão corporal e violação de domicílio, mas acabou liberado para responder ao processo em liberdade pelo juiz Walmir Ferreira Leite, sob a justificativa de não possuir antecedentes criminais.
O inquérito policial relata que Anderson Juliano estava dormindo quando a campainha começou a tocar insistentemente, por volta das 4h do dia 1º de janeiro. Depôs à polícia que, ainda com a porta fechada, perguntou quem era e a voz se identificou como Túlio. O médico não abriu a porta, mas Túlio continuou empurrando, chutando e acabou arrombando o apartamento.
Segundo seu depoimento, as agressões começaram logo em seguida. Ele foi atingido por socos no rosto e acabou ensanguentado e com lesões no olho, no nariz e na boca. Afirma que nunca viu Anderson e diz que, enquanto era agredido, Túlio o chamava de “viadinho” e dizia que tinha ido lá para matá-lo. Contou que o agressor tentou justificar o ato criminoso dizendo que o médico tinha “dado em cima” dele.
“Jamais vi esse cara na minha vida e nunca daria em cima de ninguém. Sou pacífico. Tenho reputação ilibada. Possuo pós-graduação, participei de diversos cursos e congressos, exerço a função de diretor médico do Sindicato dos Médicos de Pernambuco, ou seja, sou médico dos meus colegas e dos familiares deles . Por que iria me trocar com um cara desses?”, indaga Anderson Juliano de Lima.










