Por Ricardo Antunes – Sempre muito assertiva, nas redes sociais e nos discursos, sobre a lisura do seu governo, Raquel Lyra (PSD) quis evitar a ampliação do desgaste político com a decisão de fechar a empresa de ônibus do pai, a Logo Caruaruense.
A primeira matéria sobre o caso saiu há dois dias no noticiário do portal Metrópoles e foi replicada no UOL e em outros portais de todo o Brasil. O temor é de que a falta de uma resposta rápida tivesse o mesmo “efeito dominó” na imagem de Raquel, como aconteceu com o prefeito João Campos, que se desgastou no episódio do “fura-fila” no concurso de procurador municipal.
Apesar de ter sido sócia, a governadora não tem mais gerência sobre a empresa, ela participou da decisão. Tão logo foi informada do fato, ela mesma ligou para o pai, o ex-governador João Lyra Neto, para saber mais detalhes do caso.
Aliados suspeitam de “fogo amigo” no episódio, já que a Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI), de onde a informação teria sido “vazada”, pertence ao próprio Governo do Estado.

Raquel tenta evitar o que ocorreu com o prefeito João Campos (PSB), que demorou dez dias para desfazer o “furo” na indicação do concurso para procurador e que, passado quase um mês, continua rendendo críticas numerosas e ácidas nas suas redes sociais, qualquer que seja o tema que aborde.
Com a campanha eleitoral praticamente na rua, será muito difícil para a governadora, porém, evitar a lembrança do caso da Logo Caruaruense nos comícios e palanques.
O noticiário postado dá conta de que os 50 ônibus da empresa, fechada nesta sexta-feira (16), não eram inspecionados há pelo menos três anos pela EPTI (Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal), órgão do governo estadual, estavam em mau estado e com atraso no pagamento da taxa de Certificado de Registro Cadastral.
Outras reportagens também informaram que o processo da EPTI para avaliar a renovação da empresa está parado desde fevereiro de 2025 e que Raquel foi sócia do pai na Logo Caruaruense até 2018, quando transferiu para ele sua participação, passando João Lyra a assumir integralmente o controle acionário.











