Do Metrópoles – No pacote de negócios com o Banco Master, o Banco de Brasília (BRB) comprou R$ 1,6 bilhão em fundos que tinham ações na Ambipar. Os fundos são Kyra FIA e Naples FIM CP.
Ao identificar que os papéis eram podres, com a queda das ações da Ambipar em meados de julho de 2025, o BRB revendeu as ações, recebendo outros ativos do Master em troca. De acordo com informações apuradas pelo Metrópoles, o contrato previa esse direito de revenda. Nessa “devolução”, o BRB teve prejuízo em valor ainda não divulgado.
A Ambipar entrou em recuperação judicial logo depois, em outubro de 2025. A ação da multinacional que custava R$ 14,18 em julho do ano passado, hoje vale R$ 0,28.
A Polícia Federal investiga suposta fraude de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito vendidas pelo Master ao BRB. As negociações entre as instituições passam por escrutínio. Na segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira (14/1), a diretora da Ambipar, Luciana Barca Nascimento, foi alvo de busca e apreensão.
O que diz o BRB
Questionado pela reportagem, o BRB não falou sobre a aquisição dos fundos compostos pelas ações da Ambipar, dizendo somente que não teve relações financeiras (como empréstimos) com a multinacional.
“O BRB informa que não possui operações financeiras com a Ambipar, inexistindo qualquer relação bilateral entre as partes. A recuperação judicial da companhia, divulgada ao mercado em outubro de 2025, não altera a posição do Banco, que não figura como credor financeiro no processo.
Reafirma, ainda, que passa por apuração independente da Machado e Meyer com suporte técnico da Kroll e continua tomando as medidas necessárias para manutenção da solidez e perenidade do Banco BRB.”











