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Anos 90 em Pernambuco: Arte, Música e Resistência

Thays Werllania Por Thays Werllania
27/01/2026 - 12:00
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Os curadores Márcio Almeida e Rinaldo Carvalho

Os curadores Márcio Almeida e Rinaldo Carvalho

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Com Informações da Assessoria – O Museu do Estado de Pernambuco e a Fundarpe abrem para o público no próximo dia 28 de janeiro, às 19h, no Hall Cícero Dias, a exposição “Isso é bem anos 90!”, uma mostra garimpada em seu acervo que propõe uma viagem pela década artística de 1990 em Pernambuco.

O período foi marcado por intensas transformações, em meio à instabilidade econômica nacional, às mudanças políticas do pós-redemocratização e aos impactos da globalização cultural. Um paradoxo se impunha: dificuldades estruturais conviviam com uma explosão criativa que reposicionou Pernambuco no mapa cultural brasileiro.

A exposição tem curadoria do diretor do MEPE, Rinaldo Carvalho, e co-curadoria do artista plástico Márcio Almeida. Reúne obras de artistas que já atuavam nesse cenário e que integram o acervo do museu, muitas delas premiadas nos Salões de Arte de Pernambuco, além de doações de instituições e dos próprios artistas.

Artes visuais: entre a tradição e a ruptura
Nas artes plásticas, os anos 90 marcaram uma transição importante. Pernambuco carregava um forte legado modernista, com nomes como Cícero Dias, Lula Cardoso Ayres e Abelardo da Hora ainda como referências centrais. Ao mesmo tempo, uma nova geração de artistas buscava romper com narrativas tradicionais e dialogar com questões contemporâneas, como identidade, urbanização, violência e memória.

 

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1. No dia 28 de janeiro, no Hall Cícero Dias, a exposição “Isso é bem anos 90!”

2. Os curadores Márcio Almeida e Rinaldo Carvalho

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Espaços institucionais como o Museu do Estado de Pernambuco (MEPE), o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM) e a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) desempenharam papel fundamental na difusão e legitimação dessas produções. Paralelamente, surgiram iniciativas independentes, exposições coletivas e ocupações artísticas que ampliaram o debate estético e político.

A arte pernambucana dos anos 90 passou a incorporar linguagens híbridas, misturando pintura, instalação, fotografia e performance. O Recife começava a se afirmar como um polo de experimentação artística no Nordeste, conectando tradição regional e discurso contemporâneo. Foi nessa década que se iniciou, de forma mais consistente, a arte contemporânea no Estado.

Música: o Manguebeat e a reinvenção do Recife
Iniciando uma verdadeira revolução nos anos 90, aconteceu também o surgimento do Movimento Manguebeat, que colocou o Recife no centro da cena musical brasileira e internacional.

Liderado por nomes como Chico Science & Nação Zumbi, Mundo Livre S/A e Mestre Ambrósio, o Manguebeat propôs uma fusão ousada entre ritmos tradicionais — maracatu, coco, ciranda e embolada — e influências globais como rock, hip hop, funk e música eletrônica. O mangue, símbolo do ecossistema recifense, tornou-se metáfora de diversidade, fertilidade cultural e resistência.

Mais do que um movimento musical, o Manguebeat foi um manifesto político e estético. Em um Recife marcado por desigualdades sociais, desemprego e degradação urbana, os artistas defendiam a cultura como motor de transformação social. O famoso manifesto “Caranguejos com Cérebro” sintetizou essa visão, propondo a conexão entre raízes locais e redes globais.

Política: redemocratização, desafios urbanos e cultura como pauta Pernambuco viveu, nos anos 90, os efeitos diretos da redemocratização brasileira e das reformas econômicas implementadas no país. O período foi marcado por debates sobre desenvolvimento, combate à pobreza e reestruturação do Estado.

No âmbito estadual, os governos enfrentaram desafios históricos como a desigualdade social, a migração do interior para a capital e a precariedade dos serviços públicos. O Recife, em particular, passou por profundas transformações urbanas, com crescimento desordenado e agravamento das periferias.

Ao mesmo tempo, a cultura começou a ganhar espaço como pauta política. A valorização das expressões populares, o fortalecimento de políticas culturais e a articulação entre artistas e movimentos sociais passaram a integrar o debate público. A produção cultural dos anos 90 não apenas refletia o contexto político, mas também o tencionava, questionando modelos excludentes e propondo novas formas de pertencimento.

Um legado que ultrapassa a década

Ao final dos anos 1990, Pernambuco havia se reinventado culturalmente. A década deixou como legado uma identidade artística mais afirmada, conectada ao mundo e, ao mesmo tempo, profundamente enraizada em suas tradições.

Nas artes, na música e na política, os anos 90 mostraram que, mesmo em tempos de crise, a criatividade pode florescer. Pernambuco transformou adversidade em potência e consolidou uma produção cultural que segue influenciando gerações e reafirmando o Estado como um dos mais vibrantes pólos culturais do Brasil.

Para o diretor e curador da exposição, Rinaldo Carvalho

Ao trazer “ISSO É BEM ANOS 90!” ao público, o MEPE, oferece aos pernambucanos a oportunidade de revisitar e compreender uma época fundamental de efervescência artística e cultural, que influenciou as artes plásticas, a música e a vida cotidiana dos jovens da década, deixando marcas profundas que ainda reeverberam na produção contemporânea. Participaram entre outros, os artistas: José Patrício, Rodrigo Braga, Betânia Correa de Araujo, José Paulo, Dantas Suassuna, Romero Aandrade ,Lorani e Gil Vicente.

Museu do Estado de Pernambuco (MEPE)

Exposição: ISSO É BEM ANOS 90!
Endereço: Av. Rui Barbosa, 960 – Graças
Abertura: 28 de janeiro, às 19h
Local: Hall do Espaço Cícero Dias

 

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Thays Werllania

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Profissional responsável pela edição e publicação de conteúdos no WordPress.

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