Da Redação do Blog – O candidato Lucas Vieira Silva, pivô do escândalo do concurso da Procuradoria-Geral do Recife, sofreu mais um revés na Justiça. Ele tentou no segundo grau do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) reverter a anulação da sua nomeação, mas teve o pedido negado. O desembargador André Guimarães, relator do caso, indeferiu a liminar nesta terça-feira (27). A informação foi divulgada pelo site do jornalista Manuel Medeiros e confirmada pelo nosso blog.
Lucas é filho do juiz Rildo Vieira da Silva, magistrado que, em novembro do ano passado, assumiu um processo sensível envolvendo investigações sobre a gestão do prefeito João Campos (PSB). Poucas horas após receber o caso, o juiz determinou o arquivamento e a anulação de uma operação que apurava suspeitas de corrupção na Prefeitura do Recife.
A investigação fazia parte da Operação Barriga de Aluguel, do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que levantava suspeitas sobre um suposto esquema de empreiteiras com cartas marcadas, envolvendo pessoas próximas ao prefeito.
No concurso, Lucas se inscreveu inicialmente na ampla concorrência. Apenas em 2025, dois anos após a homologação, pediu reclassificação para a cota de Pessoas com Deficiência (PcD), apresentando laudo de transtorno do espectro autista. Apesar da resistência técnica da Procuradoria, o procurador-geral Pedro Pontes autorizou a mudança, e a nomeação saiu em edição extra do Diário Oficial, às vésperas do Natal. Após forte repercussão negativa, João Campos anulou o ato.
Na decisão, o desembargador afirmou que a reclassificação tardia viola a isonomia e concede vantagem indevida ao candidato.











