Do G1 — O Banco Central (BC) abriu uma investigação interna para apurar a condução do caso do Banco Master. O objetivo é verificar eventuais falhas no processo de fiscalização e liquidação extrajudicial da instituição financeira do banqueiro Daniel Vorcaro. A auditoria é um processo sigiloso e começou logo depois da liquidação do banco, no ano passado.
A medida visa, principalmente, descobrir por que a área técnica demorou para detectar o aumento das operações de risco do Banco Master, segundo informações obtidas pelo blog. A abertura da sindicância foi decretada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, ainda em dezembro. Isso porque um processo de liquidação extrajudicial, como ocorreu no caso do Master, é um fato grave e precisa ser devidamente documentado.
A informação, no entanto, foi revelada pelo jornal “O Globo” e confirmada pelo blog somente nesta quinta-feira (29), porque o processo é sigiloso dentro do órgão. Desde que a auditoria foi aberta, os diretores Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, que comandavam o Departamento de Supervisão Bancária (Desup) deixaram os cargos.
A área é a responsável por detectar a saúde das instituições financeiras. Nos últimos meses, o Master esteve no centro de decisões e questionamentos que mobilizaram o BC, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF). A crise teve início com suspeitas relacionadas a operações financeiras realizadas pela instituição, que levaram o BC a decretar a liquidação extrajudicial do banco, em novembro.
A medida, no entanto, passou a ser contestada, abrindo espaço para novas análises sobre seus fundamentos. No ofício assinado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a liquidação do Banco Master era justificada pela “situação econômico-financeira da instituição” e pela “infringência às normas que disciplinam a atividade bancária”.











