Por Luiz Roberto Marinho – Chama-se José Ribeiro Junior, de 43 anos, o tenente-coronel da Polícia Militar de Pernambuco acusado de injúria, constrangimento ilegal, ameaça e desacato a militar ao ofender e humilhar, na frente de outros militares, o cabo Weydson Marcelo Barros dos Santos, na manhã de 18 de janeiro de 2024. É mais uma informação exclusiva do nosso Blog.
Assinada pelo promotor Caique Cavalcante Magalhães, a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) relata que, chefe da Unidade de Engenharia e Arquitetura (UEA) da Diretoria de Tecnologia da PMPE no Comando Geral, no bairro do Derby, na área central, o então major ordenou ao cabo, lotado na UEA, aos gritos, que repetisse diversas vezes a frase de que ele “era major”.
O hoje coronel fez muito mais, segundo o MPPE. Arregaçando as mangas da farda e estufando o peito, afirmou possuir poder financeiro e conhecimento jurídico para “brigar na Justiça”, mencionando ser sua esposa médica e ter um irmão empresário.

Ameaçou prejudicar a carreira do cabo, dizendo que tiraria as divisas dele e excluiria o subordinado da PM. Disse que forjaria uma situação de flagrante delito alegando, na Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), que Weydson Marcelo, a sós com ele na cozinha, o teria mandado “tomar no cu”.
Detalha o MPPE que não satisfeito, José Ribeiro Junior injuriou a vítima e outros oficiais superiores referindo-se a todos como “fodidos”. Descontrolado, tirou a camisa da farda de passeio e a golpeou com violência sobre a mesa, danificando as insígnias, além de bater repetidamente com uma garrafa de metal na mesa de trabalho de Weydson Marcelo.
O então major não parou por aí. De acordo com a denúncia, ao sair da sala da UEA, apontou o dedo em riste para o rosto do cabo e fez outra ameaça, mais violenta: “seus dias estão contados”. Weydson Marcelo ficou tão abalado que precisou de afastamento médico.
O MPPE arrolou quatro testemunhas das humilhações – um terceiro sargento, dois outros cabos e um soldado. O juiz Francisco de Assis Galindo, titular da Vara da Justiça Militar, recebeu a denúncia do MPPE na sexta-feira (30), determinou a citação do tenente-coronel e deu prazo de dez dias para que apresente a defesa preliminar.
O OUTRO LADO
Não conseguimos contato com a defesa do tenente-coronel José Ribeiro Junior. O espaço está aberto a manifestações e a reportagem pode ser atualizada a qualquer momento.
Confira a íntegra da denúncia do MPPE:













