Por Felipe Cunha – A mais recente pesquisa Datafolha sobre a disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026 escancara um cenário de equilíbrio real entre os dois principais polos da eleição. Os dados mostram uma corrida eleitoral marcada por leituras distintas a depender da metodologia: Raquel Lyra (PSD) lidera no cenário espontâneo, enquanto João Campos (PSB) mantém a dianteira no cenário estimulado.
O levantamento foi realizado pelo Instituto Datafolha, a pedido das rádios CBN Recife, CBN Caruaru e do Blog do Elielson, ouvindo 1.022 eleitores entre os dias 2 e 4 de fevereiro de 2026. A pesquisa tem margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, estando devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral.
Acompanhe a leitura dos detalhes.
Cenário estimulado: vantagem de João Campos, mas diferença em queda
No cenário estimulado, quando os entrevistados recebem uma lista com os nomes dos pré-candidatos, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), lidera com 47% das intenções de voto. A governadora Raquel Lyra (PSD) aparece logo atrás, com 35%.
Na sequência, Eduardo Moura (NOVO) registra 5%, Ivan Moraes (PSOL) soma 1%, enquanto 10% declaram voto branco ou nulo e 2% não souberam ou não quiseram responder.
Embora João Campos siga na frente nesse recorte, a diferença em relação a pesquisas anteriores encolheu, indicando que a governadora avança e que a eleição entra em um terreno de maior competitividade.
Cenário espontâneo: Raquel Lyra assume a liderança
Já na pesquisa espontânea, considerada por analistas como um dos indicadores mais relevantes do estágio inicial de uma eleição, Raquel Lyra aparece na frente, com 24% das intenções de voto, superando João Campos, que registra 18%.
Nesse cenário, os votos brancos e nulos somam 11%, enquanto 39% dos entrevistados ainda não souberam ou preferiram não responder, revelando um eleitorado majoritariamente indeciso e atento aos próximos movimentos políticos.
A liderança de Raquel Lyra na espontânea é vista como um sinal de maior lembrança imediata do eleitor, fator geralmente associado à visibilidade institucional do cargo e à capilaridade administrativa no interior do estado.












