Por Felipe Cunha – A nova rodada da pesquisa Datafolha revela um cenário de polarização acentuada em Pernambuco, onde o equilíbrio de forças entre João Campos e Raquel Lyra redesenha as estratégias de campanha.
Enquanto Campos sustenta a liderança no cenário estimulado, impulsionado por uma imagem consolidada, a governadora Raquel Lyra demonstra força no voto espontâneo, sinalizando um recall político orgânico que encurta distâncias.
A espontânea favorece quem governa
A liderança de Raquel Lyra no cenário espontâneo sugere que a governadora ocupa hoje o centro da memória política do eleitor pernambucano. Em eleições estaduais, esse indicador costuma pesar à medida que o pleito se aproxima.
Diferença em queda acende sinal de alerta
Embora João Campos lidere no cenário estimulado, a redução da vantagem indica que a disputa deixou de ser confortável. O dado reforça que a eleição está aberta e sujeita a mudanças rápidas.
Indecisos ainda decidem o jogo
Com 39% de indefinição na espontânea, o eleitorado pernambucano ainda está em formação. Esse contingente tende a ser decisivo e sensível a desempenho administrativo, alianças políticas e narrativa de campanha.
Cenário de segundo turno antecipado
Na prática, os números já desenham uma disputa de dois grandes polos, com espaço reduzido para terceiros nomes, indicando que o debate político tende a se concentrar cada vez mais no embate direto entre João Campos e Raquel Lyra.












