Da Redação do Blog – Mesmo sob denúncias de assédio, o presidente do Detran-PE, Vladimir Lacerda, segue demonstrando força política dentro do órgão. O Diário Oficial do Estado deste sábado (7) confirmou a dispensa de Guilherme Ramos Mesquita de Freitas do cargo de Diretor-Geral do Detran-PE.
A exoneração já havia sido antecipada com exclusividade por este blog, que novamente sai na frente ao revelar os bastidores e o desfecho do caso antes da publicação oficial. Fomos o único veículo a noticiar que o pedido de dispensa através de um SEI já havia sido encaminhado ao Palácio do Governo.
Guilherme Mesquita é apontado nos bastidores como aliado político do deputado Antônio Moraes (PP) e também teria sido citado como testemunha no caso de assédio envolvendo o presidente do órgão, o que torna a decisão ainda mais sensível e cercada de questionamentos. O Dentra-PE está hoje nas mãos do Progressistas, partido do deputado federal Eduardo da Fonte, que sonha ser candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) ou na do prefeito João Campos (PSB).

Apesar da gravidade das acusações, o presidente do Detran-PE permanece no cargo e segue tomando decisões estratégicas, inclusive interferindo diretamente na composição da cúpula do órgão. Para servidores, a situação escancara uma contradição: enquanto o discurso oficial fala em combate à violência de gênero, a prática mantém poder concentrado nas mãos de um gestor acusado justamente desse tipo de conduta.
Ontem (06), nosso blog também revelou a condenação do gerente de Fiscalização do Detran-PE, Heliópolis Gleibison Alves de Amorim, por violência política de gênero contra duas mulheres durante a campanha eleitoral de 2024, em Lagoa do Carro. Mesmo ocupando um cargo estratégico e comandando operações como a Lei Seca, Gleibinho foi sentenciado a mais de seis anos de prisão.
Os dois casos, embora distintos, expõem um padrão preocupante dentro da autarquia: acusações envolvendo violência de gênero, manutenção de poder e decisões políticas tomadas apesar da gravidade dos fatos, reforçando questionamentos sobre critérios, responsabilidade institucional e o real compromisso do Estado com o enfrentamento desse tipo de violência.









