Do Metrópoles – Antônio Rueda, presidente do União Brasil, afirmou que lucraria bilhões com a venda do Banco Master ao BRB. Ele conheceu Daniel Vorcaro através de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. Rueda, à frente do terceiro maior partido do país, está sob a atenção do Palácio do Planalto e da Polícia Federal.
O presidente Lula já demonstrou publicamente que não gosta do dirigente por ele ter articulado a derrubada de seu padrinho político, deputado Luciano Bivar (PE). Assim como Vorcaro, o enriquecimento repentino de Rueda e a ostentação com festas, mansões e bens de luxo chamam a atenção no meio político. Seu aniversário de 50 anos reuniu políticos, empresários e músicos famosos por quatro dias na ilha de Mykonos, na Grécia, em agosto do ano passado.
Mensagens reveladas por O Globo mostram que o então presidente do BRB relatou a Vorcaro um encontro com Rueda, transmitindo o recado de que o dirigente gostaria de se reunir com ele.
Em outra frente a da intermediação da venda do banco, Rueda operou para que dinheiro do Fundo de Previdência do Rio fosse aplicado no Master.
Rueda, Ciro e Alcolumbre – os alvos do governo
A coluna apurou que o núcleo político do governo estimulou Lula a atacar Vorcaro e o caso Master por acreditar que as investigações atingiriam Rueda, o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil) — uma trinca que daria suporte à eleição do opositor de Lula ao Planalto nas eleições deste ano. Juntos, União Brasil e PP concentram a maior força partidária do país.
Dos três, apenas Ciro Nogueira conseguiu sair da mira por suas ótimas relações com o comando do PT.
Em comum, Rueda, Ciro e Alcolumbre frequentavam as festinhas promovidas por Vorcaro. A cena de Alcolumbre dançando é narrada por 10 entre 10 políticos em Brasília.
A meia volta volver do governo
A estratégia de usar a operação para corroer o Centrão mostrou-se equivocada quando o envolvimento de petistas veio à tona.
Como revelou o Metrópoles, o Master contratou Ricardo Lewandowski e Guido Mantega.
Ex-ministro do Supremo, Lewandowski permaneceu na folha de pagamento de Vorcaro mesmo enquanto ocupava o cargo de ministro da Justiça no governo Lula, com remuneração de R$ 250 mil mensais. Mantega, por sua vez, tinha contrato de R$ 1 milhão por mês.
O pedido de emprego partiu do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
O Metrópoles revelou que a nora de Wagner também estava na folha de pagamento do Master. Florista, ela recebia milhões por meio da BK Financeira.












