Com informações de Metrópoles –
O esquema de lavagem de dinheiro liderado por Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP, movimentou mais de R$ 260 bilhões, aponta a decisão do juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, que autorizou a Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal (PF).
A operação cumpre 45 mandados de busca e apreensão e 39 mandados de prisão temporária. Marlon Brendon Coelho Couto Silva, o MC Poze do Rodo, Raphel Sousa Oliveira, dono da página Choquei, e Ryan foram presos temporariamente.
A PF identificou uma estrutura de lavagem de dinheiro que utilizava a indústria fonográfica e o entretenimento digital para movimentar grandes quantias de dinheiro.
Segundo as investigações, os valores eram branqueados por meio da comercialização de ingressos, produtos e ativos digitais sem lastro econômico comprovado.
Os integrantes do grupo também utilizavam criptoativos, transportavam dinheiro em espécie e realizavam diversas transações entre contas para dificultar o rastreamento. Além disso, usavam operadores logísticos, familiares e “laranjas” para ocultar os verdadeiros responsáveis pelas operações.
Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam um fluxo de R$ 1,63 bilhão em movimentações consideradas irregulares. Esse valor foi utilizado como base para o bloqueio de bens dos investigados.
No entanto, além desse montante identificado, o grupo como um todo teria movimentado mais de R$ 260 bilhões, atuando como uma espécie de “instituição financeira clandestina”, segundo a investigação.
“O grupo criminoso em questão movimentou mais de duzentos e sessenta bilhões de reais”, afirma o juiz na decisão que determinou as prisões.
A dimensão do esquema dificultou as investigações e ultrapassou o território nacional, com ramificações no exterior.
Mais de 200 policiais federais participam da operação, que ocorre em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e o Distrito Federal.
Além de dinheiro em espécie, foram apreendidos veículos de luxo, armas, documentos e equipamentos eletrônicos que devem auxiliar nas investigações.
Também foram determinadas medidas como o bloqueio de bens e restrições financeiras, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e garantir possível ressarcimento.
As investigações continuam, e os envolvidos podem responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Em nota, a defesa de MC Ryan afirmou não ter acesso ao processo e declarou que todas as movimentações financeiras do artista têm origem comprovada e seguem as normas legais.
Já a defesa de MC Poze informou desconhecer o teor da prisão e afirmou que irá se manifestar após ter acesso aos autos.
A defesa de Raphael Sousa, dono da página Choquei, não foi localizada.









