Por Ricardo Antunes – O operador Schebna Machado de Albuquerque, um dos alvos da Operação Draft — que investiga um esquema de rachadinha na Assembleia Legislativa de Pernambuco entre os anos de 2015 e 2019 — ainda não foi demitido pelo Governo Raquel Lyra. Ou, se foi, ninguém até agora sabe, o que aumenta ainda mais o mistério em torno desse nome, que já foi, inclusive, preso pela Polícia Federal, em 2020, e chegou a ser secretário executivo do Trabalho na gestão do ex-prefeito Geraldo Júlio (PSB).
Ele ocupa o cargo de diretor administrativo de Fernando de Noronha, indicado pelo administrador Virgílio Oliveira, filho do deputado federal Waldemar Oliveira, do Avante, e sobrinho do presidente estadual do partido, o ex-deputado Sebastião Oliveira.
O partido aparece vinculado ao esquema, pois pelo menos três pessoas ligadas ao grupo político surgem nas investigações. Tanto Sebastião quanto Waldemar Oliveira são apoiados pelo grupo político do ex-presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Romário Dias. Ele e seu filho, o também ex-deputado Leonardo Dias, são apontados como líderes do esquema, segundo a Polícia Civil.

Ex-deputado do PSB, Leonardo ocupava cargo no governo e foi demitido. O mesmo aconteceu com o ex-prefeito de Palmeirina, Carlos Bernardo Tavares (o Tanta), que também foi exonerado.
Desde ontem, pedimos uma posição da assessoria de imprensa do Governo, mas, até agora, o silêncio impera. Schebna já foi preso pela Polícia Federal em 2020, na Operação Outline, em um esquema que teria desviado cerca de R$ 60 milhões em obras da BR-101, com prejuízo direto de pelo menos R$ 14 milhões aos cofres públicos.
Agora, ele volta ao centro das investigações, desta vez ligado a um esquema de rachadinha que pode ter desviado pelo menos R$ 2,7 milhões — valor que, segundo as autoridades, pode ultrapassar R$ 6,5 milhões.
Schebna também foi secretário executivo do Trabalho na gestão do ex-prefeito Geraldo Júlio (PSB), entre 2013 e 2020, período em que já circulava nos bastidores da política pernambucana.









