Por Norton Lima Jr. – Filhinhos, se a fraude estiver na mecânica dos autos, bau-bau, esqueça. Não há fraude processual que se apague. Vira uma mancha de óleo a entregar todos que meteram a mão na massa do ato desesperado. E o fim fica mais próximo — como no caso Nicolás Maduro e Cilia Flores na Corte do Distrito Sul de Nova York.
A notícia, boa para uns e desesperadora para outros: o juiz Alvin K. Hellerstein, de 92 anos, aceitou que a Venezuela pague a defesa dos narcoterroristas Maduro, 63 anos, e Cilia Flores, 69 anos.
Afora a prova que Maduro joga no time bicampeão do Macron, resta a sacanagem com o povo venezuelano, que depois de saqueado ainda vai pagar os honorários do advogado Barry Pollack.
O casal do tráfico de armas e drogas, mais armas do que drogas, declarou-se não culpado, mas (na dúvida) pediu prorrogação da agonia. Pediram para adiar datas do processo e excluir tempo do cômputo estabelecido pela Lei de Julgamento Rápido (Speedy Trial Act, algo que ainda não existe no Brasil).
A comédia a confirmar: o impacto das provas no Brasil. Que haverá, haverá, Eloá. Pollack entrou na fase Discovery (exibição de provas). Diferente do Brasil, o sistema americano obriga a entrega do pacote completo de evidências.
Pollack agora vale muito mais pelo que já sabe. Ele recebeu todas as interceptações da DEA e do FBI (que vão além dos Maduros, incluem os parceiros regionais que facilitaram o trânsito de ativos e logística. Também recebeu todos os registros da Operação Absolute Resolve (dados extraídos de servidores e computadores e smartphones apreendidos em Caracas durante a captura do podre Naduro em 3 janeiro de 2026). E ainda todos os Depoimentos de “Cooperating Witnesses” (onde os generais do Cartel de los Soles e operadores financeiros confessaram seus crimes e detalharam a estrutura do narcoterrorismo para reduzir suas penas).
▫️Detalhe importante: o caso indica a formação de um “triângulo das Bermudas” com a interseção de guerrilhas ideológicas, facções criminais e altas cúpulas institucionais.
▫️Detalhe mais do que importante: o sistema judiciário americano não respeita o foro privilegiado brasileiro. Se alguém importante no Brasil for delatado em Nova York junto com mensagens descriptografadas e pagamentos via offshores, bow-bow, morreu Maria, o preá e o Lula lá.

*Norton Lima Jr. é jornalista formado pela Universidade Federal do Ceará (UFCE)










