EXCLUSIVO, Por André Beltrão – Uma mulher identificada como Kilma Idrielly, que se apresentava como advogada pós-graduanda em Direito Penal e Processo Penal, foi detida neste domingo (17) após confessar que não possuía inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O caso aconteceu dentro da Delegacia de Gravatá, no Agreste de Pernambuco, e terminou envolvendo também o promotor de Justiça Adriano Camargo Vieira.
O advogado e presidente da OAB-Gravatá, Luciano Felix, relatou que estava na delegacia acompanhando um cliente quando foi informado de que a outra parte estava sendo representada por Kilma Idrielly. Ao solicitar a identificação funcional da suposta advogada, ela teria confessado que não era advogada regularmente inscrita na OAB.

Segundo informações apuradas pelo portal, o promotor Adriano Camargo Vieira teria entrado na sala da delegacia para tentar intermediar a situação, sendo orientado a deixar o local pelo advogado Luciano Felix, sob o argumento de que ele não possuía lotação na comarca e estaria de folga.
Posteriormente, já do lado de fora da delegacia, o promotor teria abordado o advogado exibindo sua identificação funcional e deixando aparente um objeto na cintura semelhante a uma arma de fogo. Luciano Felix afirmou ainda que Adriano Camargo teria tentado intimidá-lo e ameaçado dar voz de prisão por desacato caso a situação envolvendo sua esposa não fosse resolvida.
Diante dos fatos, foram registrados procedimentos por ameaça, abuso de poder e outras ocorrências ilícitas penais. O caso também teve acompanhamento de representantes da OAB, entre eles o presidente da Comissão de Prerrogativas, Luiz Maranhão, e integrantes da subseção de Gravatá.
Após a confusão, Kilma Idrielly, foi solta. O caso deve ser apurado pela Polícia Civil e também pelas instâncias administrativas do Ministério Público de Pernambuco.












