Por Lauro Jardim, do O Globo – Duas semanas depois da revelação chocante da relação de irmão entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, além das várias mentiras do senador na tentativa de diminuir o impacto do caso, a maior parte do empresariado brasileiro basicamente voltou à posição em que estava: mantém o apoio ao Zero Um. Uns mais envergonhados, outros menos, mas mantêm.
Em resumo, passado o primeiro choque — e a dúvida sobre o que deveriam fazer — voltaram a tê-lo como candidato preferencial, apesar dos pesares.
Vários fatores contaram. Eis três exemplos:
*A pesquisa Datafolha da sexta-feira passada, mostrando que o abalo à candidatura de Flávio foi menor do que se esperava.
* A inexistência de uma alternativa eleitoralmente viável à direita.
*O horror histórico que têm de Lula e do PT.
Parte desses apoiadores repete que, se pudessem escolher, até prefeririam apoiar outro direitista. Neste caso, Ronaldo Caiado é sempre o mais citado. Mas raros são os que crêem que o ex-governador tenha chance de despontar como alternativa.
Um empresário bem relacionado, e mais entusiasmado, chega a dizer:
— Agora vem a fase de decantação do que foi divulgado e depois vem a Copa do Mundo. Depois da Copa, ele vai ser carregado nos braços.












