Por Ricardo Antunes – Em entrevista à CNN Brasil, a governadora Raquel Lyra (PSD) disparou contra opositores. Em fala firme, a gestora acusou o grupo de querer abreviar seu mandato, com ameaças de impeachment e narrativas falsas, e que responde as críticas “com sua trajetória”. Em outros momentos, soltou ironias que bem recaem no adversário, o ex-prefeito João Campos (PSB), cujos aliados já falam que poderá ser candidato a presidente da República em 2030.
“Não estou aqui pensando nas próximas eleições ou em ser candidata a presidente da República, estou aqui pra fazer a melhor entrega que a população de Pernambuco puder ter. Desde que fui candidata a prefeita, recebi muitos ataques, e estou recebendo. Com esse crescimento, a temperatura aumentou. Tenho recebido ataques de fake news, a população de Pernambuco sabe muito bem. Pode falar o que for de mim, mas não pode falar que fui desonesta, que não sou trabalhadora. Tudo que fazemos é para beneficiar a população. Não estou aqui para fazer negócio. Não me meçam com sua régua”, afirmou a governadora.
Raquel ressaltou que parte dessas acusações deriva de uma “cultura machista muito forte”. “Sou a primeira mulher eleita governadora na história de Pernambuco. Se isso é um desafio grande no Brasil, no Nordeste brasileiro é maior ainda, com componentes de misoginia, preconceituosos. Não estou falando sobre ataques de gestão, porque é da democracia, pode atacar a gestão. Mas ataques pessoais e com fake news, narrativas falsas, isso é intolerável, e é para responder na Justiça. A gente está fazendo acionamento judicial de perfis falsos, daqueles que buscam deturpar a realidade para reocupar o poder. O poder em Pernambuco não tem dono, o dono é seu povo e estou aqui como representante dele. Tentaram o tempo todo abreviar nosso mandato, dizendo que a gente não concluiria, ameaçando de impeachment. E estamos aqui fortes, firmes e felizes”, ironizou, em alusão aos pedidos feitos na Assembleia Legislativa.














