Por Ricardo Antunes – Parte da estratégia da campanha da governadora Raquel Lyra (PSD) é relacionar o adversário João Campos (PSB) ao ex-governador e atual presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara (PSB). Isso ficou claro durante entrevista da gestora à CNN Brasil, quando indagada sobre a relação com o governo federal e o presidente Lula (PT). Raquel lembrou que Paulo fez oposição a três presidentes da República – Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) -, e que o estado sofreu em função da posição do socialista naquele momento, o que acaba respingando em João.
“Sobre a relação de Pernambuco com o governo federal, o governo que nos antecedeu brigou com três presidentes da República. Deixamos de ter investimentos e pegamos o estado com a maior quantidade de obras paralisadas no Brasil, segundo relatório da Caixa Econômica Federal. E segundo relatório do Banco Mundial, Pernambuco era o pior estado para empreender no Brasil em 2021. Então estamos para garantir a consertação. Desde o primeiro momento, o governo federal e o presidente Lula têm se colocado à disposição de Pernambuco, e obras importantes acontecem no estado. É uma relação baseada no trabalho e na entrega, com confiança do presidente e de seus ministros. Não de discurso, mas de quem quer trabalhar junto”, afirmou Raquel.
A governadora ainda citou que pegou o estado “com dois milhões de pessoas sem acesso a água e dois milhões de pessoas passando fome”, e que tem “trabalhado todos os dias para colocar o estado de pé”. Sobre eleições, ela disse que o tema será tratado mais a frente, sem pressa para a definição de sua chapa majoritária.
“Em 2022 eu disse que iriamos tratar de Pernambuco, porque muitos queriam nacionalizar a campanha e tratar de polarização do povo. O povo está cansado disso, de quem quer dividir as pessoas. Acredito em uma política que se faz com paz e união, é isso que temos feito em Pernambuco. Estou do lado do povo pernambucano. Isso faz toda a diferença. O presidente tem nos ajudado. Sou grata ao presidente e aos seus ministros”, completou.
Ela ainda ironizou a ansiedade da oposição. “Se eu não fosse governadora e estivesse na oposição, estaria falando de eleição todo dia. Mas eu tenho o dever de governar. Se eu cuido de eleição e só falo sobre isso, esqueço do que é fundamental para o nosso povo, que é cuidar do estado, garantir os investimentos acontecendo, a retomada da credibilidade. Estou dedicada no governo. E a população começa a perceber que o nosso governo não chegou aqui para fazer maquiagem, para colocar propaganda na televisão, mas para fazer transformação. Para recuperar estradas, garantir água na torneira, a retomada do emprego, da credibilidade, da politica, dos empresários, para que a gente pudesse estar hoje celebrando indicadores que nos colocam mais responsabilidade de fazer mais e melhor”, concluiu Raquel.














