Por Ricardo Antunes – Os bastidores políticos de Pernambuco seguem fervendo. Uma fonte do PSB entrou em contato para dizer que a ideia de retirar a pré-candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado para abrir espaço para Eduardo da Fonte (PP) estaria descartada. O motivo é o risco de implodir o grupo, já que a aliada lidera todas as pesquisas de intenção de voto.
A estratégia inicial era oferecer o espaço para Eduardo, que vem sendo rejeitado e desprestigiado por Raquel Lyra (PSD). A governadora teria preferência pelo ex-prefeito Miguel Coelho (União Brasil), apesar deste ter sido preterido na Federação União Progressista. Eduardo preside a federação em Pernambuco, foi o escolhido e controla o poderoso cofre do fundo eleitoral e o tempo de propaganda eleitoral.
Com isso, a ideia de migrar também arrefeceria. Após retirar a Federação PRD/Solidariedade do palanque de Raquel, João já garantiu a maioria do tempo de propaganda eleitoral e das inserções.
A ideia seria apenas que a federação não coligasse com a chapa de Raquel, o que reduziria ainda mais o tempo dela, mesmo que este não fosse para o PSB.
A nova ideia evitaria uma revolta por parte de Marília. O cenário é diferente de 2018, quando ela foi rifada pelo PT da disputa do Governo do Estado. Naquele momento, os petistas ficaram com uma das vagas para o Senado na chapa de Paulo Câmara (PSB) à reeleição, justamente com Humberto Costa (PT).
Agora no PDT, que não está mais sob o comando do grupo de José Queiroz, adversário de Raquel em Caruaru, não seria descartado que Marília subisse ao palanque da governadora como vingança. Ou seja, estaria cacifada com o discurso de vítima da velha politicagem, o que faria ruir o palanque de João Campos.









